De acordo com o porta-voz da Guarda Costeira da China (GCC), Gan Yu, o navio filipino número 3002 invadiu neste domingo (25) as águas adjacentes do Xianbin Jiao (recife de xiabin), em Nansha Qundao (ilhas de Nansha) da China, sem a permissão do governo chinês. A GCC tomou medidas de controle contra a embarcação de acordo com a lei.
Às 14h12, hora em Beijing, ignorando os avisos solenes do lado chinês, o navio filipino colidiu intencionalmente com o navio número 21551 da GCC, de maneira perigosa e desrespeitando as regras. A responsabilidade pela colisão é inteiramente do lado filipino. A China urge que as Filipinas parem imediatamente com suas ações de violação e provocação, caso contrário, o país assumirá todas as consequências decorrentes dos seus atos.
A China reivindica a soberania sobre quase todo o Mar do Sul da China e enviou uma armada de embarcações da guarda costeira para proteger o que considera seu território. Filipinas, Taiwan, Malásia, Indonésia, Vietnã e Brunei contestam as reivindicações.
Em 2016, um tribunal arbitral internacional afirmou que a reivindicação de Pequim não tem base no direito internacional, concedendo uma vitória histórica às Filipinas, que entraram com o processo.
A China construiu sete ilhas artificiais no Mar do Sul da China e equipou algumas com radares, pistas de pouso e mísseis terra-ar. Essas ilhas incluem o recife Subi, a apenas 24 quilômetros de distância e visível de Thitu, o mais estrategicamente importante dos nove pontos que as Filipinas ocupam nas Spratlys.
Fonte: Brasil 247, Infomoney