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MUDANÇA

Sob pressão, Alcolumbre pode destravar debate da PEC do fim da escala 6x1 no Senado

Senadores da base da base do governo querem a tramitação da PEC; Congresso pode sofre grande desgaste se votar contra os trabalhadores

Da Redação

12 de junho de 2026 às 12:37 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O projeto de fim da escala 6×1 está empacado no Senado após aprovação na Câmara.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou reunião com Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
  • Otto Alencar está irritado com o cancelamento e o atraso na tramitação da PEC.
  • A PEC ainda não foi designada a um relator e não pode ser pautada sem o despacho de Alcolumbre.
  • Alcolumbre sinalizou interesse em destravar a discussão após ser implicado no caso Master, possivelmente como uma estratégia de desvio de atenção.
  • A pressão aumentou no Senado, especialmente por parte do presidente da Câmara, Hugo Motta.
  • Alcolumbre declarou não aceitar pressões para acelerar a tramitação.
  • O Palácio do Planalto considera importante deixar a proposta pronta para votação, mesmo que não avance agora.
  • Partidos como PT e PSOL podem usar a situação para criticar o Congresso nas redes sociais.
  • O tema pode se manter relevante para a estratégia eleitoral do governo nos próximos anos.

David Alcolumbre e Hugo Mota está medindo forças sobre PEC da escala 6x1
David Alcolumbre e Hugo Mota está medindo forças sobre PEC da escala 6x1

MiDesde que saiu da Câmara, o projeto do fim da escala 6×1 segue travado no Senado. Na terça-feira (9), David Alcolumbre, presidente do Senado, cancelou uma reunião com  o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que havia viajado especialmente para o encontro.

O cancelamento, comunicado pela secretária de Alcolumbre quando Alencar já estava a caminho da residência oficial, deixou o senador baiano “bastante irritado” e aprofundou o impasse em torno da PEC que propõe o fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara em maio e ainda parada na mesa diretora do Senado.

Aprovada pela Câmara em 27 de maio, a PEC ainda não foi despachada por Alcolumbre para a CCJ, etapa exclusiva do presidente do Senado. Sem o despacho, a comissão não pode designar um relator, e sem relator a proposta não pode ser pautada. Alcolumbre já havia afirmado publicamente “não ter pressa” para analisar o texto.

Nos bastidores do Senado, Davi Alcolumbre voltou a sinalizar nesta sexta-feira (12) que pretende destravar a discussão sobre o fim da escala 6×1, de acordo com informações apresentadas pela coluna de Daniela Lima, do UOL. 

A sinalização ocorre logo após a revelação do suposto envolvimento do presidente do Senado no caso Master e está sendo vista como uma tentativa de desviar o foco.

A estratégia, segundo fontes do UOL, a PEC seguiria o rito normal da Casa, enviando o texto à Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Otto Alencar (PSD-BA), para análise da matéria já aprovada pela Câmara dos Deputados.

Enquanto isso, Hugo Motta confronta Alcolumbre. A decisão do presidente da Câmara de colocar pressão pela pauta do projeto que elimina a escala 6×1 é vista por líderes partidários como uma forma de reduzir o desgaste político da Casa.

Na avaliação de parlamentares, o movimento transferiu a pressão para o Senado e para seu presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que passou a ser cobrado pelo avanço da proposta.

Nos bastidores, Hugo tem criticado a demora de Alcolumbre em dar andamento ao texto. Antes da aprovação da matéria pela Câmara, o senador havia sinalizado apoio à tramitação, mas posteriormente afirmou que não aceitaria pressões para acelerar o processo.

Enquanto isso, o Palácio do Planalto busca deixar a proposta pronta para votação no Senado. Integrantes do governo avaliam que, caso Alcolumbre impeça o avanço do projeto, partidos como PT e PSOL deverão intensificar campanhas nas redes sociais responsabilizando o Congresso pelo bloqueio da pauta.

Mesmo diante da possibilidade de a proposta não ser votada, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideram que o fim da escala 6×1 pode continuar sendo um tema relevante para a estratégia eleitoral do governo nos próximos anos.

Fonte: Fórum



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