Brasil

PRESENÇA PATERNA EM DECLINIO

Estudo revela menor presença dos pais na criação dos filhos

Metade dos brasileiros percebe pais menos presentes que gerações passadas

Teresinha Ferreira

09 de agosto de 2026 às 09:46 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • 50% dos brasileiros acreditam que pais atuais são menos presentes comparado às gerações anteriores.
  • Entre mulheres, 56% veem menos participação paterna hoje; 31% observam maior presença.
  • Entre homens, 44% notam mais participação, e outros 44% veem menos presença.
  • 81% dos homens consideram a presença paterna essencial no desenvolvimento infantil; entre mulheres, esse número é 73%.
  • Jovens de 16 a 24 anos veem grande importância na presença paterna (82%), ao contrário dos mais velhos (62%).
  • "Ser presente no dia a dia" é uma característica essencial para um bom pai, segundo 49% dos entrevistados.
  • A educação com limites é importante para 21% dos homens e 17% das mulheres.
  • Tokarski destaca que a expectativa sobre o papel paterno mudou, mas isso não se reflete totalmente na prática atual.

Agência Brasil Metade dos brasileiros acredita que os pais atuais estão menos presentes na criação dos filhos
Metade dos brasileiros acredita que os pais atuais estão menos presentes na criação dos filhos

Metade dos brasileiros acredita que os pais atuais estão menos presentes na criação dos filhos comparado a gerações anteriores, aponta estudo do Instituto Nexus. Ao todo, foram entrevistadas 2.013 pessoas de diferentes regiões do Brasil.

Entre as mulheres, 56% afirmam que os pais participam menos atualmente, enquanto 31% notam uma maior presença. Já entre os homens, as opiniões se dividem: 44% veem maior participação, enquanto outros 44% percebem uma diminuição.

O levantamento destaca que 81% dos homens classificam como alta a importância da presença paterna no desenvolvimento, taxa que é de 73% entre as mulheres. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 82% consideram essa presença importante. Esse percentual cai para 62% entre pessoas com 60 anos ou mais.

A pesquisa também investigou o que define um “bom pai”. Para 49% dos entrevistados, “ser presente no dia a dia” é a principal qualidade. Essa característica é apontada por 53% das mulheres e 45% dos homens como essencial.

A educação com limites é vista como fundamental por 21% do público masculino e 17% do feminino. Entre os mais velhos, a educação é a mais valorizada, com destaque nas faixas de 41 a 49 anos (24%) e acima de 60 anos (26%).

Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, "o brasileiro já consolidou a ideia de que ser um bom pai exige presença diária, além do papel de provedor financeiro. O desafio, porém, é transformar essa percepção em prática".

Tokarski avalia que a percepção de metade da população sobre uma menor participação paterna atual sugere que "o discurso evoluiu mais rapidamente do que as mudanças reais no comportamento doméstico".

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Fonte: Agência Brasil