Polícia

AUMENTO DE VIOLÊNCIA EM DIAS DE JOGOS

Violência doméstica contra mulheres cresce nos dias de futebol

Estudo do Fórum de Segurança Pública revela aumento de 28,9% em agressões.

Teresinha Ferreira

11 de agosto de 2026 às 20:04 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O estudo "Futebol e violência contra a mulher" revela aumento de 28,9% em lesões corporais dolosas em dias de jogos de futebol.
  • Também há um aumento de 27,4% nos casos de ameaça durante jogos.
  • Jovens entre 15 e 29 anos são particularmente impactadas, com um aumento de 44,4% em ameaças e lesões.
  • A pesquisa abrange partidas da Série A do Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa Sul-Americana em cinco capitais de 2023 a 2025.
  • Juliana Brandão destaca que dias de jogo são fatores de risco para violência doméstica.
  • Ela sugere que clubes de futebol se engajem no combate à violência, mobilizando atletas e torcidas.
  • O cenário atual mostra um agravamento em relação ao estudo anterior (2015-2018), com aumentos menores em ameaças e lesões na época.

Agência Brasil Violência Doméstica
Violência Doméstica

Nos dias de jogos de futebol, a violência doméstica contra mulheres aumenta 28,9% em lesões corporais dolosas, conforme aponta a 2ª edição do estudo Futebol e violência contra a mulher. O levantamento foi elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e apresentado nesta terça-feira (11) em São Paulo.

Além das agressões físicas, os casos de ameaça crescem 27,4% durante jogos, impactando especialmente jovens entre 15 e 29 anos, com um alarmante aumento de 44,4% tanto em ameaças quanto em lesões corporais.

A pesquisa analisou a relação entre ocorrências registradas e partidas da série A do Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa Sul-Americana em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre, abrangendo de 2023 a 2025.

Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do FBSP, afirma que dias de jogo são agora fatores de risco comprovados para violência doméstica. Ela destaca a importância de envolver clubes como aliados no enfrentamento ao problema.

"Com a rivalidade, clubes têm o poder e a responsabilidade de mobilizar atletas e torcidas para desvincular a paixão pelo futebol da violência contra a mulher", diz Brandão.

O estudo atual segue metodologia anterior que revelou aumento de 23,7% em ameaças e 20,8% em lesões físicas entre 2015 e 2018, indicando um agravamento significativo no cenário atual.

Fonte: Agência Brasil