Encontro bilateral EUA-China
Teresinha
13 de maio de 2026 às 18:16 ▪ Atualizado há 1 hora
A visita de Donald Trump à China para se reunir com Xi Jinping nesta quarta-feira captura a atenção global em meio à guerra no Irã, que segue desestabilizando relações internacionais e a economia mundial.
Washington vê a China como uma ameaça à sua liderança econômica e tecnológica. Por isso, a guerra tarifária contra Pequim foi uma prioridade para Trump desde abril de 2025, início do seu segundo mandato. A reação chinesa incluiu restrições à exportação de terras raras, essenciais para tecnologia e defesa dos EUA, levando Trump a recuar em suas tarifas.
O ataque dos EUA contra o Irã no final de fevereiro também afetou interesses de Pequim, principal consumidora do petróleo iraniano, que depende da reabertura do Estreito de Ormuz para o fluxo global de petróleo. Analistas veem nessa disputa uma oportunidade para o Brasil aproveitar seus recursos minerais, ficando atrás apenas da China em reservas mundiais.
O encontro entre Trump e Xi foi adiado de março devido à guerra no Oriente Médio, que visa, além de projetar Israel, frear a expansão econômica da China na Ásia Ocidental.
O analista Marco Fernandes acredita que Trump subestimou a dificuldade de derrubar o governo iraniano rapidamente para pressionar Xi com acordos mais favoráveis aos EUA. Já o neoconservador Robert Kagan reconheceu que Trump saiu derrotado em sua tentativa no Irã.
A China mantém crescimento nas exportações apesar das tarifas de Trump, mas tentará pressioná-lo para acabar com a guerra na região. Uma possível triangulação envolvendo Pequim, Moscou e Teerã busca soluções pacíficas.
Trump também pretende discutir com Xi as vendas de armas dos EUA para Taiwan, território visto por Pequim como parte da política de “uma só China". A firme oposição chinesa a estas vendas é clara, e a China espera que os EUA não incentivem uma Taiwan independente.
Questões sobre terras raras serão centrais nas discussões, essenciais para indústrias bélica e tecnológica, onde a China é líder na produção. A aplicação recente de uma lei anti-sanções demonstra uma postura assertiva de Pequim frente aos EUA.
Para o Brasil, a relação entre China e EUA é crucial, visto que são seus principais parceiros comerciais. O país pode ganhar politicamente com a disputa por recursos minerais, adotando uma "posição passiva estratégica", como destaca o professor José Luiz Niemeyer.
Fonte: Agência Brasil
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