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Operação Chip Falso prende 10 por fraudes digitais em Teresina

Ação da SSP-PI cumpriu 30 mandados judiciais nesta qua

Teresinha Ferreira

15 de julho de 2026 às 08:09 ▪ Atualizado há 35 minutos

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  • A SSP-PI realizou a Operação Chip Falso contra uma associação criminosa em Teresina, investigada por fraudes eletrônicas e invasões de sistemas.
  • Dez pessoas foram presas e 30 mandados judiciais foram cumpridos, incluindo buscas e apreensões.
  • O grupo utilizava a fraude SIM Swap, transferindo ilegalmente linhas telefônicas para outros chips.
  • Criminosos conseguiam acessar mensagens e chamadas, facilitando golpes financeiros e clonagem de aplicativos como o WhatsApp.
  • Uma residência em Teresina funcionava como central de operações do grupo, com uso de tecnologia para manipulação de imagens por inteligência artificial para burlar sistemas de segurança.
  • A operação contou com várias forças de segurança do Piauí.
  • A Polícia Civil alerta para sinais de SIM Swap, como perda repentina do sinal do telefone.
  • Investigações continuam com análise de celulares e computadores apreendidos.

Divulgação/SSP-PI Forças de segurança cumprem mandados da Operação Chip Falso, deflagrada nesta quarta-feira (15) contra um grupo investigado por fraudes eletrônicas em Teresina.
Forças de segurança cumprem mandados da Operação Chip Falso, deflagrada nesta quarta-feira (15) contra um grupo investigado por fraudes eletrônicas em Teresina.

A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 15 de julho de 2026, a Operação Chip Falso, contra uma associação criminosa investigada por fraudes eletrônicas e invasões de sistemas informáticos. A ação foi realizada em Teresina e resultou, segundo o balanço inicial, na prisão de dez pessoas.

Coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Piauí, a operação mobilizou forças especializadas da segurança pública para o cumprimento de 30 mandados judiciais, entre ordens de prisão e de busca e apreensão.

Durante as diligências, policiais apreenderam aparelhos celulares e computadores, que deverão ser submetidos à análise técnica e pericial. O material poderá ajudar os investigadores a identificar a extensão das fraudes, o número de vítimas e a eventual participação de outras pessoas no esquema.

A investigação aponta que o grupo utilizava uma modalidade de fraude conhecida internacionalmente como SIM Swap, na qual criminosos conseguem transferir, de forma ilícita e sem autorização, a linha telefônica de uma vítima para outro chip sob seu controle.

A partir desse momento, os criminosos passam a receber chamadas e mensagens destinadas ao verdadeiro titular da linha, criando condições para assumir contas em aplicativos, tentar acessar serviços financeiros e praticar outros golpes.

Grupo tinha central de operações em residência de Teresina

Um dos principais pontos identificados durante a investigação foi a existência de uma estrutura utilizada como central operacional do grupo criminoso. Segundo a SSP-PI, o espaço funcionava em uma residência localizada em Teresina. No imóvel, os investigados mantinham equipamentos e recursos utilizados na execução das fraudes.

A investigação aponta que o grupo utilizava documentos falsificados, selfies biométricas manipuladas e até imagens produzidas com auxílio de inteligência artificial para tentar superar sistemas de verificação de identidade.

A técnica é descrita pelos investigadores como “injeção de selfie”. O objetivo seria apresentar aos sistemas digitais uma imagem manipulada para simular a presença da verdadeira vítima e, assim, tentar burlar mecanismos de autenticação. O uso desse tipo de recurso demonstra, segundo a linha investigativa, um nível de organização e especialização tecnológica do grupo.

Como funcionava o golpe do chip falso

A fraude conhecida como SIM Swap começa quando criminosos conseguem assumir o controle do número de telefone de outra pessoa. De acordo com a investigação, as linhas de clientes legítimos eram transferidas, sem autorização, para chips virgens que estavam em poder dos integrantes do grupo.

Quando a transferência era concluída, o aparelho da vítima podia perder repentinamente o sinal da operadora. Enquanto isso, o chip controlado pelos criminosos passava a receber comunicações vinculadas ao número telefônico. O controle da linha poderia então ser utilizado como uma porta de entrada para outras fraudes.

Segundo a SSP-PI, o grupo investigado utilizava esse método para clonar ou assumir contas de WhatsApp, acessar contas bancárias e realizar compras fraudulentas com cartões de crédito das vítimas.

WhatsApp das vítimas era usado para aplicar novos golpes

Uma das práticas atribuídas ao grupo era a tomada de controle de contas do WhatsApp. Com acesso ao número telefônico da vítima, os criminosos podiam tentar assumir a conta no aplicativo e se passar pelo verdadeiro usuário.

A partir daí, os contatos da vítima poderiam receber mensagens fraudulentas, geralmente com pedidos de dinheiro, transferências ou outras formas de obtenção de vantagem financeira.

Esse tipo de crime amplia o número potencial de vítimas, já que o golpe pode começar com o controle de uma única linha telefônica e, posteriormente, atingir familiares, amigos e contatos profissionais do titular da conta. A investigação também apura situações de extorsão de terceiros a partir das contas controladas pelos criminosos.

Contas bancárias e cartões também eram alvos

A Operação Chip Falso investiga ainda o uso das linhas telefônicas sequestradas para tentar acessar serviços financeiros. Segundo a SSP-PI, os investigados são suspeitos de realizar invasões de contas bancárias e transferências financeiras indevidas.

Outra prática atribuída ao grupo é a realização de compras fraudulentas com cartões de crédito das vítimas. Os aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação poderão ajudar a esclarecer a movimentação financeira do esquema e identificar eventuais transações relacionadas às fraudes.

A Polícia Civil deverá analisar os dispositivos e outros elementos reunidos durante o cumprimento dos mandados.

Inteligência artificial era usada para tentar burlar sistemas

Um dos aspectos que mais chama atenção na investigação é o suposto uso de inteligência artificial para produzir ou manipular imagens utilizadas nas fraudes. Com a ampliação da autenticação biométrica em bancos, operadoras e plataformas digitais, sistemas de reconhecimento facial passaram a ser utilizados como uma camada adicional de segurança.

A investigação aponta, porém, que o grupo buscava desenvolver formas de contornar essas barreiras. Segundo a SSP-PI, os suspeitos utilizavam selfies biométricas manipuladas e imagens geradas por inteligência artificial para tentar enganar os mecanismos de validação de identidade. A apuração deverá esclarecer a dimensão desse uso e quais sistemas teriam sido alvos das tentativas de fraude.


Dez pessoas foram presas

O balanço inicial da Operação Chip Falso aponta a prisão de dez pessoas nesta quarta-feira (15). A SSP-PI não divulgou, nas informações iniciais, os nomes dos presos. Também não foi detalhada a distribuição dos 30 mandados judiciais entre ordens de prisão e de busca e apreensão.

As investigações continuam sob responsabilidade do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos. A análise dos celulares, computadores e demais elementos apreendidos poderá resultar em novas diligências e ajudar a Polícia Civil a identificar outras pessoas eventualmente ligadas ao esquema.


Operação mobilizou unidades especializadas

Além do DRCC, responsável pela coordenação da investigação, a Operação Chip Falso contou com o apoio de diferentes unidades das forças de segurança do Piauí.

Participaram da ação a Superintendência de Operações Integradas (SOI/SSP-PI), por meio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), além da Diretoria de Operações Policiais (DEOP) e do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).

A mobilização conjunta foi necessária para o cumprimento simultâneo das ordens judiciais e a apreensão dos materiais considerados importantes para a investigação.

Perda repentina do sinal pode ser um alerta

A Polícia Civil do Piauí orienta a população a ficar atenta a possíveis sinais de um ataque do tipo SIM Swap.

Um dos principais indícios é a perda repentina e prolongada do sinal da linha telefônica, incluindo chamadas e acesso à internet móvel, sem uma explicação aparente.

Nessa situação, o usuário deve entrar em contato imediatamente com a operadora para verificar se houve alguma solicitação de troca de chip ou transferência da linha sem autorização.

Também é recomendável observar tentativas inesperadas de recuperação de senha, mensagens sobre alterações cadastrais não solicitadas e movimentações desconhecidas em contas digitais.

Caso seja constatada uma fraude, a vítima deve preservar registros, mensagens, comprovantes e demais informações que possam auxiliar a investigação e procurar as autoridades competentes.

A Operação Chip Falso permanece em andamento, e o balanço poderá ser atualizado pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí após a conclusão das diligências e a análise inicial do material apreendido.


Legenda da foto: Forças de segurança cumprem mandados da Operação Chip Falso, deflagrada nesta quarta-feira (15) contra um grupo investigado por fraudes eletrônicas em Teresina.

Crédito: Divulgação/SSP-PI

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Para a imagem de destaque, a melhor opção é usar uma foto oficial da própria Operação Chip Falso, preferencialmente mostrando as equipes durante o cumprimento dos mandados ou os equipamentos apreendidos, caso a SSP-PI tenha divulgado esse material. Evite uma imagem genérica de hacker, porque a foto da operação tem mais valor jornalístico e credibilidade.

Legenda alternativa para foto das apreensões: Celulares e computadores foram apreendidos durante a Operação Chip Falso e serão analisados na investigação sobre fraudes eletrônicas em Teresina.

Crédito: Divulgação/SSP-PI

Como segunda opção, uma imagem ilustrativa pode mostrar um smartphone sem sinal ao lado de um chip, representando a fraude SIM Swap. Nesse caso, a legenda deve informar expressamente que se trata de imagem ilustrativa.

Fonte: SSPI