POLÊMICA INTERNA
Natalia Costa
14 de julho de 2026 às 13:30 ▪ Atualizado há 17 minutos
O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (SINPOLPI) criticou o arquivamento do Procedimento Investigatório Disciplinar instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil para apurar a conduta da delegada Maria Robiani, após o episódio em que ela rasgou um cartaz da campanha de combate ao assédio moral promovida pela entidade.
Em pronunciamento realizado nesta segunda-feira (13), o presidente do sindicato Isaac Vilarinho afirmou que a decisão preocupa a categoria por, na avaliação da entidade, transmitir a percepção de tratamento desigual na condução de procedimentos disciplinares envolvendo integrantes da Polícia Civil.

"A Corregedoria está passando um recado. Não estamos incentivando qualquer ato de conflito, mas, se um oficial investigador rasgasse um cartaz do sindicato dos delegados, isso não passaria impune. A partir de hoje, a Corregedoria criou uma jurisprudência administrativa", declarou.
O presidente do SINPOLPI defendeu que todos os policiais civis sejam submetidos aos mesmos critérios em procedimentos disciplinares, independentemente da carreira ou do cargo ocupado.
"A Polícia Civil do Piauí não pode ter um lado. O lado tem que ser o dos policiais civis, sejam delegados, oficiais investigadores ou peritos. O que esperamos é uma atuação técnica e isenta, analisando os fatos, e não o cargo ocupado pelo servidor", afirmou.
Ainda durante a manifestação, o dirigente informou que o sindicato acompanhará outros procedimentos conduzidos pela Corregedoria para verificar se os mesmos critérios serão adotados em casos futuros, independentemente da função exercida pelo servidor investigado.
O presidente também relembrou que, em procedimento anterior envolvendo dirigentes sindicais, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) reconheceu as garantias constitucionais da atuação sindical, defendendo que instrumentos disciplinares não sejam utilizados de forma seletiva.
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