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SEGURANÇA ESCOLAR

Adolescente é apreendido pela 2° vez suspeito de planejar atentado em escola de Teresina

Polícia Civil afirma que jovem de 16 anos pretendia atacar professores e estudantes por causa de bullying; esta é a segunda ameaça registrada envolvendo o adolescente.

Da Redação

14 de julho de 2026 às 15:34 ▪ Atualizado há 58 minutos

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  • Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela segunda vez por planejar atentados em uma escola em Teresina, motivado por bullying.
  • Ele já havia ameaçado realizar um ataque anteriormente e se inspirava em massacres como o de Suzano e nos EUA.
  • Inicialmente, a escola acionou a polícia após o adolescente divulgar ameaças em redes sociais.
  • Em uma abordagem, ele foi encontrado com uma faca e uma balaclava e admitiu os planos de ataque.
  • Após a primeira apreensão, foi liberado mas continuou a frequentar a escola.
  • Análises do celular do adolescente revelaram planos contínuos para um novo ataque.
  • A polícia, alertada pela escola, novamente apreendeu o adolescente.
  • Acompanhamento psicológico indicou risco real de ataque.
  • O caso está em investigação para entender o planejamento e a possível colaboração de terceiros, seguindo o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Reprodução/Internet Adolescente foi apreendido em uma escola da Santa Maria da Codipi
Adolescente foi apreendido em uma escola da Santa Maria da Codipi

Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela segunda vez, nesta terça-feira (14), em uma escola no bairro Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina, suspeito de planejar um atentado contra professores e estudantes. Segundo as investigações, a motivação do ataque seria o bullying sofrido no ambiente escolar.

De acordo com a Polícia Civil, esta é a segunda vez que o adolescente ameaça realizar um ataque na unidade de ensino. As investigações apontam que ele tinha como inspiração autores de massacres em escolas, como o ocorrido em Suzano (SP), em 2019, além de ataques registrados em instituições de ensino nos Estados Unidos.

O caso começou a ser investigado no dia 2 de março, quando a direção da escola acionou a Polícia Militar após o estudante publicar, em uma rede social, uma mensagem anunciando a intenção de promover um atentado na unidade.

Durante a abordagem, os policiais encontraram com o adolescente uma faca e uma balaclava. Na ocasião, ele confirmou que pretendia realizar o ataque em razão dos conflitos vividos no ambiente escolar.

Após ser encaminhado à Central de Flagrantes, o adolescente foi liberado com o acompanhamento da Promotoria de Justiça e voltou a frequentar as aulas normalmente.

Celular revelou novo plano de ataque

O delegado Eduardo Aquino informou que, ao assumir a investigação, ouviu o adolescente em depoimento e solicitou autorização judicial para apreender o celular dele.

A análise do aparelho revelou que o estudante continuava planejando um novo atentado contra a escola. Diante das novas evidências, a direção da unidade de ensino voltou a acionar a polícia, que realizou a apreensão do adolescente nesta terça-feira (14), dentro da escola, na Santa Maria da Codipi.

Segundo a Polícia Civil, o material encontrado no celular reforçou a suspeita de que o jovem mantinha a intenção de colocar o plano em prática, mesmo após a primeira intervenção das autoridades.

Acompanhamento psicológico reforçou risco

Outro fator considerado decisivo para a adoção da medida foi o acompanhamento psicológico realizado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil.

De acordo com a investigação, durante o tratamento o adolescente voltou a manifestar, recentemente, a intenção de praticar um massacre em ambiente escolar. A nova ameaça reforçou a avaliação de que havia risco concreto de um atentado.

A Polícia Civil destacou que o trabalho investigativo teve como objetivo evitar que o plano fosse executado e garantir a segurança de alunos, professores e demais profissionais da escola.

O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes do planejamento do ataque e verificar se houve participação ou incentivo de terceiros. Como o suspeito é menor de idade, o procedimento tramita conforme as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Fonte: Polícia Civil do Piauí e Portal Cidade Verde