PANDEMIA

Piauí tem 49 mortes e ocupação dos leitos de UTI com infectados por Covid chega a 51%

Governador Wellington Dias afirmou nesta segunda (11) que consideraria bloqueio total, caso a taxa de ocupação de leitos passasse de 50%


Boletim evolução do Coronavirus

Boletim evolução do Coronavirus Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Mais quatro piauienses perderam a vida para o Covid-19 nesta segunda-feira (11) e a taxa de ocupação dos leitos de UTI subiu de 38% para 51%. As informações foram confirmadas com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI). 

No início da tarde, o governador Wellington Dias anunciou durante live, a possibilidade de bloqueio total em alguns municípios, caso a ocupação dos leitos de UTI supere 50%. Quando ele concedeu a entrevista, a taxa de ocupação dos leitos de UTI gravitava em torno de 38%, mas com a atualização às 18h40, a taxa ultrapassou o valor estipulado pelo gestor para decretar a nova medida.

"Acordamos no Comitê Emergencial Covid-19 que, se no Piauí o número de leitos disponíveis passar de 50% de ocupação, vamos tratar sobre lock down em alguns lugares onde haja essa ocupação, porque a vida é nossa prioridade. Não vou esperar primeiro ter um colapso para tomar as medidas", anunciou.

4 mortes no Piauí em 24h

São duas pacientes do sexo feminino e dois do sexo masculino. Uma mulher de Teresina, de 48 anos, não tinha comorbidades e a outra de Rio Grande do Piauí, de 77 anos, era cardiopata. Já o homem de 51 anos, natural de Picos, também não tinha doenças relacionadas e o de Água Branca, de 87 anos, sofria de problemas cardíacos. Foram confirmados ainda nesta segunda-feira mais 111 casos de Covid-19. São 62 mulheres e 49 homens, com idades que variam de 3 meses  a 87 anos anos.

Os municípios de Dom Expedito Lopes e Vera Mendes registraram casos confirmados do novo coronavírus pela primeira vez. Com isso, 91 municípios do Piauí passam a ter casos confirmados do novo coronavírus. O total de casos confirmados no Estado até agora é de 1443 e o número de mortos é 49.

241 piauienses receberam alta médica, 14.898 testaram negativo para a doença. 318 estão internados, sendo 211 em leitos clínicos, 104 em UTIs e três leitos de estabilização.

Vítimas de acidente de trânsito ocupam leitos 

O prefeito Firmino Filho usou as redes sociais para informar que o aumento das vítimas de acidente de trânsito pode colapsar a rede municipal de saúde. De acordo com o gestor, em seis dias, de 4 a 10 de maio, Teresina registrou 162 vítimas de acidente de trânsito, sendo 153 envolvidas com motos


O que é o COVID-19

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo coronavírus descoberto mais recentemente. Este novo vírus e doença eram desconhecidos antes do início do surto em Wuhan, China, em dezembro de 2019.

Como se proteger do coronavírus

- Lavar as mãos frequentemente por 20 segundos com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel;

- Cobrir o nariz e a boca com um lenço ou o cotovelo ao tossir e espirrar;

- Evitar contato próximo (um metro de distância) com pessoas que não estejam bem;

- Ficar em casa e se isolar das outras pessoas que moram com você caso apresente os sintomas da doença.

Sintomas do COVID-19

Os sintomas mais comuns do COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta, diarreia, perda do olfato e paladar. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas, mas não desenvolvem sintomas e não se sentem mal.

A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de 1 em cada 6 pessoas que recebe COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar.

As pessoas idosas e as que têm problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves.

Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.

Quem é do grupo de risco

Idosos e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabetes) parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que outros.

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