O custo da cesta básica em Teresina registrou queda de 0,51% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com a redução, o valor do conjunto de alimentos essenciais passou a ser de R$ 641,80 na capital piauiense.
A diminuição no preço trouxe impacto direto no orçamento das famílias. Em janeiro de 2026, o trabalhador teresinense precisou comprometer 42,80% do salário mínimo líquido para adquirir a cesta básica, percentual menor que o registrado em dezembro de 2025, quando o gasto correspondia a 45,94% da renda. O tempo médio de trabalho necessário para comprar os itens básicos também caiu, ficando em 87 horas e 6 minutos.
Segundo o levantamento, considerando o salário mínimo líquido após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a redução reforça a melhora no poder de compra em Teresina, especialmente em um período de variação nos preços de alimentos em outras capitais do país.
Queda em 10 dos 12 produtos
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, dez dos 12 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais baratos em Teresina. As maiores quedas foram observadas no arroz agulhinha (-3,56%), café em pó (-3,39%), óleo de soja (-3,30%) e manteiga (-2,42%).
Também apresentaram redução de preços o leite integral (-2,09%), banana (-1,91%), carne bovina de primeira (-1,11%), farinha de mandioca (-0,84%), açúcar cristal (-0,49%) e feijão carioca (-0,32%). O pão francês manteve preço estável no período, enquanto apenas o tomate registrou aumento, com alta de 6,20%.
Acumulado desde abril de 2025
No acumulado desde o início da série, em abril de 2025, a maioria dos produtos da cesta básica apresentou queda em Teresina. O destaque vai para o arroz agulhinha (-25,81%), tomate (-25,67%) e açúcar cristal (-12,95%). Também ficaram mais baratos o leite integral (-12,17%), farinha de mandioca (-4,51%), manteiga (-3,48%), café em pó (-2,57%), feijão carioca (-1,76%) e pão francês (-0,94%).
Por outro lado, houve elevação nos preços do óleo de soja (4,13%) e da carne bovina de primeira (4,05%), enquanto o preço da banana permaneceu estável no período analisado.