HABITAÇÃO

Apesar da pandemia, pesquisa mostra que 42% dos consumidores querem adquirir imóveis

Os dados foram apresentados em encontro virtual entre o Sinduscon Teresina e a Brain Inteligência


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Frente ao cenário de pandemia, impactos significativos foram ocasionados em diversos segmentos, como no setor imobiliário. Para compreender como se comportou esse importante ramo, que contribui positivamente para a economia e sociabilidade, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon Teresina) participou ontem (21) de um encontro online com o representante da Brain Inteligência para discutir os impactos e desafios para o mercado imobiliário no Norte e Nordeste.

O levantamento mostrou que em relação à intenção de compra, logo no primeiro mês da pandemia, o setor perdeu 45% das intenções. Em abril, o mês mais agudo da crise, 53% das pessoas que tinham planos para finalizar a compra, desistiram. Porém, em junho o percentual voltou para 42%, o que mostra que a recuperação também já impacta positivamente o consumidor.

Com a ajuda da CBIC no engajamento dos associados, a pesquisa realizada pela Brain Inteligência ocorreu de 10 a 25 de junho, com 142 empresas do Norte e Nordeste. Porém, o monitoramento que a Brain realiza tem acontecido há quase 120 dias, logo após o início da pandemia, com o intuito de projetar cenários e entender os campos de atuação no segmento de imóveis nesta crise.

Além disso, outro aspecto importante apresentado foi que a idade média dos empresários que participaram da pesquisa é entre 31 a 50 anos, portanto, com certa experiência em crise. A grande maioria das empresas possuem entre 10 a 40 funcionários, além disso a maior parte delas tem o faturamento entre R$ 9 milhões anual e, algumas, passando para o segundo patamar que é de R$ 9 milhões a R$ 25 milhões.

Claubert Barreto, gestor Norte e Nordeste da Brain, durante a palestra explicou que os lançamentos programados para um ano normal, a grande maioria dos empreendimentos estava entre um e dois lançamentos no Nordeste e no Brasil. "Essa é a fotografia para o horizontal. Quanto ao vertical, que é o da grande maioria dos associados, não muda muito. Tinha um ou dois lançamentos para o ano de 2020", explicou.

Empresas e clientes têm considerado cenário estável para vendas e compras

Durante o encontro, Claubert ainda complementou que no Brasil foram lançados normalmente 23 imóveis e na região Nordeste foram 15, isso porque os empresários resolveram atrasar por 120 dias. "Havia um cenário de muita indecisão. Na leitura de abril com junho, os empresários já começam a perceber que podem lançar. Antes eram 39 que adiaram o lançamento sem prazo e agora caiu para 29 porque começa-se a perceber que o cenário de crise vai passar. O reflexo também é sentido no consumidor que já ver que pode voltar a compra", ressaltou Claubert.

Neste cenário, as pessoas tiveram que ficar mais tempo dentro de casa e, por isso, a busca por conforto aumentou, seja com adaptações ou novas aquisições. Francisco Reinaldo, presidente do Sinduscon Teresina, salienta que os números apresentados são importantes, já que trazem um comparativo com o Brasil todo e o Nordeste. Nesse aspecto, possibilita visualizar um melhor cenário para a tomada de decisões. A estimativa é que até o final do ano a situação de cautela se mantenha, mas já é possível enxergar a movimentação positiva no mercado imobiliário.

"A Caixa Econômica divulgou que o mês de junho foi o melhor mês de financiamentos habitacionais nos últimos quatro anos. Ou seja, um número bastante significativo, o que mostra que as pessoas que possivelmente vinham adiando compras neste momento, decidiram por adquirir seu imóvel em função desse novo normal: que fez com que fiquemos mais tempo em casa", finaliza Francisco, gestor do Sinduscon.

Fonte: Iconenoticia

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