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AMEAÇA A AMAZÔNIA

Fim da moratória da soja pode intensificar desmatamento na Amazônia

Estudo prevê perda de 1,4 milhão de hectares, elevando emissões de CO₂ a níveis canadenses.

Teresinha Ferreira

17 de julho de 2026 às 00:41 ▪ Atualizado há 58 minutos

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  • A suspensão da Moratória da Soja pode aumentar o desmatamento na Amazônia em 1,4 milhão de hectares nos próximos dez anos.
  • Isso resultaria em 14% mais desmatamento do que o histórico registrado.
  • Queimadas nas áreas desmatadas poderiam liberar 745 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, similar às emissões anuais do Canadá.
  • A Moratória da Soja, ativa desde 2008, impede a compra de soja de áreas desmatadas.
  • O estudo indica que a suspensão pode ameaçar 28,7 milhões de hectares de florestas públicas.
  • Desde sua implementação, a Moratória reduziu o desmatamento em 35% e salvou 1,8 milhão de hectares de floresta.
  • Tiago Reis, da WWF-Brasil, destaca a eficácia do acordo em combinar agricultura com conservação.
  • Compromissos de controle de desmatamento são cruciais para proteger a floresta e atender a demandas internacionais.
  • A Abiove anunciou sua saída do acordo, e há ações judiciais contra ele no STF.
  • O STF começará a avaliar essas ações em agosto, incluindo uma liminar que suspendeu o bloqueio da Moratória.

Agência Brasil Moratória da Soja ameaça aumentar o desmatamento na Amazônia
Moratória da Soja ameaça aumentar o desmatamento na Amazônia

A possível suspensão da Moratória da Soja ameaça aumentar o desmatamento na Amazônia em 1,4 milhão de hectares nos próximos dez anos, segundo um artigo publicado na revista Science. Este aumento representa 14% a mais do que o registrado historicamente.

A queima dessas áreas poderia gerar cerca de 745 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, um volume equiparável às emissões anuais do Canadá.

A Moratória da Soja, um acordo voluntário desde 2008, envolve empresas e organizações como o WWF Brasil e Greenpeace Brasil, e proíbe a compra de soja de áreas desmatadas na Amazônia.

O estudo destaca que, além do aumento do desmatamento, o fim do acordo pode pressionar áreas vulneráveis à expansão agrícola e à especulação fundiária, potencialmente impactando até 28,7 milhões de hectares de florestas públicas.

Nos primeiros dez anos, a Moratória reduziu o desmatamento em 35%, evitando a perda de 1,8 milhão de hectares de floresta. Tiago Reis, da WWF-Brasil, defende a continuidade do acordo pela sua eficácia em unir produção agrícola e conservação.

Reis reforça que os compromissos de controle do desmatamento e rastreabilidade são essenciais para proteger a floresta e atender às exigências de mercados internacionais.

Recentemente, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída do acordo. Várias ações judiciais desafiam o pacto, aguardando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O STF deve começar a avaliar essas ações, incluindo uma liminar que suspendeu tentativas de barrar a Moratória, no próximo mês de agosto.

Fonte: Agência Brasil