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50 anos de UFPI mudaram o Piauí

Não citamos nomes para nem fulanizar, tampouco cometer a injustiça do esquecimento


Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Universidade Federal do Piauí (UFPI) Foto: Reprodução

Toda sociedade tem divisores de águas, marcos temporais ou paradigmas para o estabelecimento de comparações sobre antes e depois deles. No caso do Piauí, poderemos recorrer a uma série deles, em variadas escalas de tempo e importância. Hoje, reporto-me a um desses marcos históricos pela oportunidade da celebração, mas muito mais pela relevância do que foi, é e seguirá sendo a Universidade Federal do Piauí, que chega a meio século de criação.

Não citamos nomes para nem fulanizar, tampouco cometer a injustiça do esquecimento de tantos quantos concorreram para se criar uma instituição cuja instalação é, de longe, um dos marcos históricos mais essenciais para se dizer, sem qualquer exagero ou soberba, que esta terra pode ser descrita como antes e depois dela.

A criação da Universidade Federal do Piauí, em 1971, nos tempos mais duros de um regime político autoritário, deve ser encarada como ato de avanço civilizatório em meio à escuridão da antidemocracia então vigente. Homens e mulheres que desde muito antes se mobilizaram pela criação da UFPI enxergaram mais longe, eles estavam contemplando o futuro.

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Ao juntar as Faculdades de Direito do Piauí, de Medicina, Católica de Filosofia do Piauí, de Odontologia (em Teresina) e a de Administração do Piauí (em Parnaíba) para formar a Fundação Universidade Federal do Piauí, os pioneiros da instituição abriram mão de vaidades em favor do coletivo, da construção de um espaço que faria concretos os sonhos de jovens, que iniciava a pavimentação do caminho para a democratização do ensino superior e inserir o Piauí em um espaço mais universalista de ensino, pesquisa e extensão.

Não há, infelizmente, instrumentos precisos capazes de aferir, por exemplo, o quanto o ensino, a pesquisa e a extensão promovidos no âmbito da Universidade Federal do Piauí, produziu em termos econômicos e financeiros. Mas não se cometerá nenhum exagero se for dito que a UFPI ao longo de 50 anos rendeu bilhões de reais à nossa economia e à economia do país. Nessa medida podem estar salários de quem nela se graduou, podem estar ideias e ações geradas pelo conhecimento apreendido por seus egressos, podem estar os resultados de pesquisas que melhoraram o desempenho da economia, aumentaram produtividade, reduziram custos com saúde curativa.

Seria algo realmente especial poder medir, de modo bastante preciso, o impacto econômico e financeiro que a Universidade Federal do Piauí causou em nossa sociedade. Mas na falta disso, podemos olhar para o quão essa instituição alterou a sociedade, proporcionando que milhares de pessoas pudessem estudar, se graduar, se pós-graduar e, de posse de seus conhecimentos, melhorar e vida, melhorar a vida de suas comunidades, causar um lucro social igualmente difícil de medir, mas que nem é pequeno nem é possível de se reduzido ao longo dos anos, posto que resulta da sustentabilidade somente possível com os três pilares de uma universidade: o ensino, a pesquisa e a extensão,

Ciente da importância da UFPI em seus cinquenta anos para a nossa sociedade piauiense, nos move o desejo de que o próximo meio século seja ainda de mais avanços e ganhos sociais e econômicos sustentáveis e acessíveis a todos. A UFPI, em 50 anos, concorreu para mudar positivamente nossos ambientes de educação, saúde, cultura, lazer, esporte, ciência, tecnologia… Que siga neste luminoso caminho de fazer muito pelo Piauí, o que, ao fim e ao cabo, é também fazer pelo Brasil, já que ao longo desse meio século, a instituição foi como que uma espécie de grande espaço de lapidação de mentes brilhantes, essenciais à construção de um estado e de um país melhores.

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses. Presidente do CESA-PI

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Sobre a coluna

Álvaro Mota

Álvaro Mota

Procurador do Estado e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Álvaro também é presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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