PRISÃO

Sara Winter, líder do movimento 300 do Brasil é presa pela PF

Gravações foram feitas depois da ação do GDF que desmontou o acampamento do grupo 300 do Brasil na Esplanada e prendeu Renan Sena


Sara Winter

Sara Winter Foto: Divulgação

Sara  Winter  foi presa esta manhã (15).   Sara Fernanda Giromini, 27 anos é  Natural de São Paulo e  mora no DF e conta que já passou por vários tipos de abusos, inclusive sexuais.

A jovem, que hoje é conhecida como uma das maiores lideranças da extrema direita, já atuou por causas feministas. Em um dos episódios mais marcantes, protestou a favor do aborto de topless.

Sara foi fundadora do Femen Brasil. O grupo, criado originalmente na Ucrânia em 2008, é famoso por protestar de topless.

A ex-líder do Femen, classificado como o grupo mais radical do mundo na defesa do feminismo, ela se dedica atualmente a defender as causas pró-vida e pró-família e “luta contra o aborto, a ideologia de gênero, as drogas, a doutrinação marxista, a jogatina e a prostituição”.

Em 2014, Sara Winter passou por uma mudança radical e começou a se posicionar contra as pautas que defendia no movimento feminista. No site oficial de Sara Winter, ela se define como uma palestrante e escritora que “militava contra o cristianismo, em favor da homossexualidade e do aborto”. Após sofrer um aborto, contudo, “se converteu ao cristianismo e escreveu seu primeiro livro, no qual narra os bastidores e os fatos pouco conhecidos do feminismo no Brasil”.

Candidata à Câmara e ao BBB

Sara Winter já tentou entrar para a política. Em 2018, a blogueira se candidatou ao cargo de deputada federal pelo Democratas do Rio de Janeiro, mas não se elegeu.

Quatro anos antes, Sara Winter se candidatou a uma vaga no Big Brother Brasil (BBB). No vídeo enviado à produção do programa da TV Globo, a ativista disse que sua luta “é contra o machismo em geral. Levo minha vida protestando e ajudando as pessoas”. Contou, à época, que respondia a 12 processos criminais de atos obscenos e vandalismo

Nesse sábado (13/06), o grupo 300 do Brasil, cuja líder é Sara Winter, tentou invadir o Congresso Nacional. Os manifestantes chegaram a subir na parte externa do monumento, onde ficam gôndolas próximas às cúpulas do Parlamento.

Mais cedo, esses mesmos ativistas, que estavam acampados na Esplanada dos Ministérios, foram retirados em uma ação da Polícia Militar do Distrito Federal.

Também na noite desse sábado, os integrantes do movimento lançaram fogos de artifício no Supremo Tribunal Federal (STF) e ofenderam e ameaçaram os ministros da Corte, dizendo que o ato era “para mostrar para eles [ministros] e pro GDF [Governo do Distrito Federal] que se preparem”.

A ofensiva contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) veio depois de ele decretar o fechamento da Esplanada e retirar um acampamento no local, atendendo a pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Após fazer viagens internacionais pelo grupo feminista Femen, Sara disse que se arrependeu dos atos e passou a formar uma agremiação conservadora. Em Brasília, montou um acampamento chamado 300 do Brasil. Declarou que os integrantes possuem armas e entrou na mira de autoridades, como o STF, o MPDFT e a Polícia Civil do DF (PCDF).

Conforme o Metrópoles revelou em 27 de maio de 2020, o 300 do Brasil ficou baseado em uma área de difícil acesso, cercada por morros e mata no Distrito Federal.

A chácara serviu de quartel-general para integrantes do acampamento 300 do Brasil. Situada no núcleo rural Rajadinha, entre as regiões administrativas do Paranoá e Planaltina, a propriedade foi escolhida por cumprir seu maior objetivo: dificultar a aproximação de estranhos e evitar olhares curiosos.

Investigações

Sara Winter é uma das investigadas na Operação Fake News, no inquérito instaurado pelo STF e que apura ameaças feitas a ministros da Corte.

O mandado de prisão de Sara Winter foi expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os agentes da PF cumprem outras cinco ordens de prisão nesta segunda-feira (15/06) contra lideranças do movimento.

Segundo a defesa da ex-feminista, a prisão ocorreu por volta das 7h. Alvo do inquérito das fake news que corre na Corte, Sara ameaçou o relator da ação quando um mandado de busca foi cumprido, no fim de maio, em sua casa. Desde então, ela entrou na mira da PF, que apura atos antidemocráticos.

Na ocasião, os advogados de Sara afirmaram que ela agiu no “calor da emoção” e, por isso, acabou extrapolando pelas redes sociais.

Fonte: Metropole

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