OPERAÇÃO ACESSO NEGADO
Teresinha Ferreira
03 de julho de 2026 às 15:45 ▪ Atualizado há 58 minutos
A Polícia Federal (PF) investiga a aplicação de cerca de R$ 90 milhões em emendas Pix destinadas aos municípios de São Luiz do Anauá e Iracema, em Roraima. Os recursos foram indicados pelos parlamentares Nicoletti (PL-RR), Dr. Hiran (PP-RR), pelo ex-senador Telmário Mota e pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal.
Apesar de terem indicado as emendas, os quatro não são alvos da investigação, já que, segundo a Polícia Federal, não há indícios de participação direta nas irregularidades apuradas.
A investigação integra a Operação Acesso Negado, deflagrada nesta sexta-feira (3), com cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações sobre a transparência e a aplicação das emendas Pix.
Gestores e empresários são os principais alvos
As investigações tiveram início após auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontaram indícios de irregularidades na execução de obras financiadas com recursos federais.
Os principais alvos da operação são gestores municipais, empresários e empresas suspeitos de envolvimento em obras não executadas, paralisadas, superfaturadas ou realizadas de forma irregular.
A PF apura possíveis crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos contra a administração pública.
Município recebeu R$ 90 milhões
Segundo relatório da CGU, São Luiz do Anauá, município com pouco mais de 7 mil habitantes localizado no sul de Roraima, recebeu aproximadamente R$ 90 milhões em emendas Pix entre 2020 e 2024, tornando-se o terceiro maior destinatário desse tipo de recurso no país.
Durante as inspeções, os auditores constataram que todas as obras fiscalizadas estavam paralisadas e que diversas contratações não haviam sido registradas no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), contrariando a legislação vigente. As investigações continuam para identificar o destino dos recursos e apurar a responsabilidade dos envolvidos.
Fonte: metropole
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