Política

Proteção digital infantil

Desafios na implementação do ECA Digital são debatidos por especialistas

Audiência pública na Câmara dos Deputados discute proteção online de crianças

Teresinha Ferreira

26 de junho de 2026 às 12:09 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O ECA Digital visa proteger crianças e adolescentes na internet e está em fase de regulamentação.
  • A implementação requer colaboração entre pais, professores, plataformas e o poder público.
  • Karina Queiroz, do Instituto TecKids, enfatizou a importância do trabalho conjunto.
  • A Polícia Federal está se estruturando para combater crimes digitais, com um aumento significativo desses crimes.
  • Karoline Diniz, da PF, destacou o risco da exposição de informações pessoais em redes sociais.
  • Renata Greco apontou que 92% das crianças e adolescentes no Brasil acessam a internet, tornando-os vulneráveis.
  • Bia Kicis ressaltou a responsabilidade compartilhada na proteção online das crianças.
  • Sugestões incluíram maior divulgação de canais de denúncia, uso de IA, capacitação de órgãos e educação digital nas escolas.
  • Maria Mello considerou o ECA Digital um "marco histórico" na proteção infantil online.

Desafios na implementação do ECA Digital são debatidos por especialistas

Ativistas e gestores públicos destacaram os desafios da implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) durante audiência pública na Câmara dos Deputados na última quinta-feira.

O ECA Digital, em vigor desde março, visa proteger crianças e adolescentes na internet. No entanto, ainda está em fase de regulamentação pelo governo federal. Participantes pediram mobilização entre pais, professores, plataformas e poder público para efetivar a legislação.

Karina Queiroz, do Instituto TecKids, ressaltou a importância de um esforço coletivo. "Sem trabalho conjunto, não resolveremos os problemas persistentes de crimes digitais", afirmou.

A delegada da Polícia Federal (PF), Karoline Diniz, apresentou dados que ilustram o desafio enfrentado pelo Centro Nacional de Proteção da Criança e do Adolescente, que está em fase de estruturação na PF para lidar com crimes digitais. A Polícia Federal realiza em média quatro operações diárias baseadas em relatórios internacionais sobre crimes contra menores.

Diniz destacou a gravidade do aumento de crimes na internet, alertando sobre a exposição de informações pessoais em redes sociais, o que facilita crimes como extorsão e exploração sexual.

Dados apresentados por Renata Greco, do Instituto Liberta, revelam que 92% das crianças e adolescentes no Brasil acessam a internet, com muitos usuários começando antes dos seis anos. Esse grupo é vulnerável a conteúdos impróprios e à violência facilitada pela tecnologia.

Bia Kicis (PL-DF), que organizou o debate, enfatizou a 'responsabilidade compartilhada' na proteção das crianças online e defendeu a necessidade de responsabilizar pais, plataformas e governos para tal.

Durante a audiência, sugeriu-se maior divulgação de canais de denúncia, uso de inteligência artificial para alertas, capacitação de órgãos locais e inclusão da educação digital nas escolas. Maria Mello, do Instituto Alana, classificou o ECA Digital como um "marco histórico" na proteção infantil online.

Fonte: Agência Câmara



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