Política Nacional

JOGADA POLÍTICA

Lula não desiste e prepara nova estratégia para indicar Messias ao STF

Lula tem sinalizado que não pretende adotar medidas de retaliação pública contra Alcolumbre ou outros envolvidos no processo

Gilson Rocha

05 de maio de 2026 às 09:40 ▪ Atualizado há 2 semanas

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  • Lula reavaliou a indicação de Jorge Messias ao STF, apesar de rejeição prévia.
  • Discussões ocorrem reservadamente com aliados próximos.
  • Estratégia pode esperar o cenário pós-eleições de outubro.
  • Lula busca fortalecimento político para melhorar relações com o Congresso.
  • Davi Alcolumbre é peça-chave na articulação com o Senado.
  • Governo trabalha para evitar nova rejeição a Messias.
  • Rejeição anterior envolveu articulações políticas complexas.
  • Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes mencionados nos bastidores.
  • Episódio relacionado a negociações paralelas no Congresso.
  • Lula evita confronto direto após o Senado.
  • Futuro de Messias no governo também está sendo discutido.
  • Consideram transferência de Messias para outro ministério, possivelmente o da Justiça.

Lula recalcula rota e pode tentar novamente Messias no STF
Lula recalcula rota e pode tentar novamente Messias no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a considerar o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição anterior do Senado. A movimentação ocorre de forma reservada, em conversas com aliados próximos.

Nos bastidores, o governo discute o momento mais adequado para retomar a indicação. Uma das estratégias em análise é aguardar o cenário político pós-eleições de outubro antes de avançar com uma nova tentativa.

A avaliação interna é de que um eventual fortalecimento político do presidente poderia facilitar o diálogo com o Congresso Nacional, especialmente com o comando do Senado.

Nesse contexto, o nome de Davi Alcolumbre surge como peça-chave nas articulações, já que cabe ao Senado a aprovação de ministros do STF.

Integrantes do Planalto acreditam que, com uma negociação mais estruturada e alinhada previamente, haveria margem para evitar uma nova rejeição ao nome de Messias.

A derrota anterior, segundo interlocutores do governo, teria sido resultado de articulações políticas envolvendo diferentes atores influentes no Congresso e no Judiciário.

Entre os nomes citados nos bastidores estão o senador Flávio Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, apontados como parte de um movimento mais amplo que impactou a indicação.

Há ainda a leitura de que o episódio estaria ligado a negociações paralelas, incluindo debates sobre propostas legislativas e decisões judiciais sensíveis.

Governo evita confronto direto após derrota

Apesar do desconforto com o resultado no Senado, Lula tem sinalizado que não pretende adotar medidas de retaliação pública contra Alcolumbre ou outros envolvidos no processo.

Auxiliares próximos afirmam que o presidente prefere agir com cautela, analisando o cenário político antes de tomar qualquer decisão mais incisiva.

Paralelamente, o futuro de Jorge Messias dentro do governo também está em discussão. Uma das possibilidades consideradas é sua transferência para outro ministério.

Entre as alternativas avaliadas está o comando do Ministério da Justiça, o que implicaria mudanças na atual estrutura da Esplanada e no destino do atual titular da pasta.

Fonte: Metrópoles



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