Política Nacional

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Desemprego sobe para 6,1%, mas registra menor taxa para o 1º trimestre desde 2012

Na comparação anual, o cenário mostra melhora: nos três primeiros meses do ano passado, a taxa era de 7%

Gilson Rocha

30 de abril de 2026 às 12:45 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A taxa de desemprego no Brasil foi de 6,1% no primeiro trimestre deste ano, um aumento em relação ao trimestre anterior (5,1%).
  • Essa é a menor taxa para o período desde o início da série histórica em 2012.
  • Na comparação anual, houve uma melhora, já que a taxa era de 7% no ano passado.
  • O número de desempregados chegou a 6,6 milhões, um aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior.
  • O total de pessoas ocupadas caiu em 1 milhão frente ao último trimestre de 2025, mas aumentou em 1,5 milhão em relação ao ano passado.
  • Fatores sazonais, como contratações temporárias, impactaram o mercado de trabalho.
  • Houve queda na informalidade, com 37,3% da população ocupada em empregos informais.
  • O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou 1,3% em um ano, enquanto empregados sem carteira diminuíram 2,1%.
  • O contingente de trabalhadores por conta própria cresceu 2,4% na comparação anual.

Desemprego cresce para 6,1% no 1º trimestre, mas segue em patamar historicamente baixo
Desemprego cresce para 6,1% no 1º trimestre, mas segue em patamar historicamente baixo

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 6,1% no primeiro trimestre deste ano, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice representa um aumento em relação ao último trimestre de 2025, quando estava em 5,1%, mas ainda assim configura o menor patamar para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012.

Na comparação anual, o cenário mostra melhora: nos três primeiros meses do ano passado, a taxa era de 7%. Os números foram apresentados nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, reforçando a tendência de queda observada ao longo dos últimos meses.

Mesmo com a alta recente, o indicador vinha se mantendo abaixo de 6% desde o trimestre encerrado em maio de 2025. No recorte mais próximo, referente ao trimestre móvel finalizado em fevereiro de 2026, a taxa havia sido de 5,8%.

O IBGE, no entanto, orienta cautela na comparação entre períodos consecutivos, devido à sobreposição de informações nas amostras. Por isso, a análise mais adequada, segundo o instituto, é feita em relação ao trimestre imediatamente anterior fechado, como o último de 2025.

Mercado de trabalho

Ao fim do primeiro trimestre de 2026, cerca de 6,6 milhões de pessoas estavam à procura de emprego no país. Esse número representa um crescimento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, embora ainda seja 13% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Já o total de pessoas ocupadas chegou a 102 milhões, com recuo de 1 milhão frente ao último trimestre de 2025. Em contrapartida, houve aumento de 1,5 milhão de trabalhadores em comparação com o início do ano passado.

Efeito do período

A variação no mercado de trabalho foi influenciada por fatores sazonais, típicos do começo do ano. A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, explicou esse movimento.

A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.”

Entre os setores analisados, nenhum apresentou crescimento no número de ocupados. As maiores quedas foram registradas no comércio, na administração pública e nos serviços domésticos.

Informalidade em queda

Apesar da elevação na taxa de desemprego na comparação trimestral, houve redução no nível de informalidade no país. No trimestre encerrado em março, o índice ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores.

Esse percentual é menor do que o observado no fim de 2025 (37,6%) e também inferior ao do primeiro trimestre do ano passado, quando chegou a 38%.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável no trimestre, totalizando 39,2 milhões, mas cresceu 1,3% em um ano. Já os empregados sem carteira tiveram queda de 2,1% no período, somando 13,3 milhões.

Por fim, o contingente de trabalhadores por conta própria se manteve em 26 milhões no trimestre, mas apresentou crescimento de 2,4% na comparação anual.

Fonte: Agência Brasil