Promotor pede anulação de julgamento que absolveu acusado de matar funcionário do Carvalho

Para o promotor João Malato, a decisão do Júri é um estimulo à impunidade


Dorival Almeida matou Sidivaldo Soares por ciúme da ex-mulher

Dorival Almeida matou Sidivaldo Soares por ciúme da ex-mulher Foto: Montagem/Paulo Pincel

No dia 29 de abril de 2019, o Tribunal do Júri absolveu Dorival Ferreira de Almeida, acusado de matar o funcionário do supermercado Carvalho Sidivaldo Bacelar, no local de trabalho, na zona Sudeste de Teresina, em julho de 2017. Insatisfeito com a decisão do Júri, o promotor de Justiça João Malato ingressou com recurso pedindo a anulação do julgamento.

O promotor disse em entrevista à TV Cidade Verde que a decisão do Tribunal do Júri é um “estímulo à impunidade”. Dorival foi absolvido por 4 a 1. "É um sentimento de irresignação e de impunidade. As provas contra o réu eram muito contundentes. Um vídeo espelha que ele chegou ao supermercado e, sem qualquer discussão, efetuou três disparos de arma de fogo nas costas da vítima. Infelizmente os jurados optaram pela absolvição mesmo sem a defesa sequer ter pedido essa absolvição”, disse João Malato à emissora de TV.

A defesa de Dorival reconheceu que houve o crime, mas alegou que o réu agiu sob forte emoção após descobrir um relacionamento extraconjugal entre sua esposa e a vítima. A defesa diz ainda que constam nos autos provas que Dorival estava sendo ameaçado de morte.

O Ministério Público pedia condenação do réu por homicídio duplamente qualificado, alegando que foi planejado e executado sem chances de defesa à vítima.  Ainda não há prazo para o Tribunal de Justiça apreciar o recurso.  

Fonte: cidadeverde.com

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