CORRUPÇÃO

PF prende servidor e mais 6 acusados de fraudes no INSS; todos vão usar tornozeleira

Esquema teria participação de policiais militares, advogado e até a mãe do servidor do INSS preso pela PF


Francisco José comprou seu carro zero um ano depois de ingressar no INSS

Francisco José comprou seu carro zero um ano depois de ingressar no INSS Foto: Facebook

Francisco José Silva Costa. Esse é o nome do servidor do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, acusado de participar de um esquema que fraudaca benefícios pagos pelo Instituto. Ele é lotado na Agência da Previdência na cidade de Tutóia, no Maranhão. 

O servidor e mais seis pessoas foram presos nesta segunda-feira (21). Todos são acusados de fraudar benefícios previdenciários. A direção do INSS ainda não se manifestou sobre o caso, mas deverá demitir o servidor a bem do serviço público.

De acordo com informações obtidas pelo Piauíhoje.com (www.piauihoje.com), Francisco José foi detido por polícias federais nas primeiras horas desta segunda-feira (21), quando viajava com a família, em uma Van, com destino a Canidé, no Ceará.

Técnico do seguro social do INSS desde abril de 2013, Francisco José tem 38 e é natural da cidade de Luzilândia, no Norte do Piauí. Conforme informações de conhecidos do jovem, ele teria sido influenciado pela própria mãe, Lúcia Silva Costa, a participar do esquema. Ela seria uma conhecida "atravessadora" e "corretora" de benefícios do INSS.

De acordo com as investigações, a mãe de Francisco José também teria ligações com uma ex-vereadora da cidade São Barnado, cidade maranhense a 10 quilômetros de Luzilândia, no Norte do Piauí. A ex-parlamentar também estaria na mira da PF.

"A ex-vereadora  também vive do mesmo negócio e gosta de ostentar poder político e econômico naquela região. Tudo às custas de fraudes em benefícios previdenciários", disse uma fonte do portal.

Por causa das fraudes no INSS em Tutóia, agentes da Polícia Federal estão nas ruas desde o início da manhã desta segunda-feira (21/09) para cumprir oito mandados judiciais contra suspeitos de fraudar o sistema previdenciário nacional no Piauí e Maranhão

O grupo é investigado por concessão ilegal de diversos benefícios de pensão de morte e auxílios-maternidade. Entre os investigados, está Francisco José da Silva Costa, gerente substituto da Agência da Previdência em Tutóia (MA).

No Piauí, os mandados de busca e apreensão ocorrem na cidade de Luzilândia, no Norte do estado, de onde o servidor do INSS é natural. No Maranhão, as equipes estão em Mata Roma e Tutóia. 

A ação faz parte da Operação Urbsluzia, que constatou o grupo já causou prejuízo no valor R$ 1,8 milhões aos cofres públicos. Quando calculado  os pagamentos indevidos que serão evitados com a suspensão dos benefícios fraudulentos, o valor sobe para R$ 4,2 milhões.

Segundo a PF, o crime só era possível graças à participação do servidor do INSS que atua na concessão de benefícios. "A fraude consiste em inserção de dados fictícios em processos montados a partir de falsos beneficiários cooptados por familiares do técnico do seguro social", dizem os investigadores.

De acordo com os policiais, o grupo conta também com apoio de policial militar para dar segurança no momento dos saques dos valores retroativos, em sua maioria grandes somas em espécie retiradas na rede bancária.

A investigação é realizada no âmbito da Força-Tarefa previdenciária, composta pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Núcleos Regionais de Inteligência Previdenciária e Trabalhista. Segundo a PF, o monitoramento eletrônico, através de tornozeleira rastreável, será instalado em sete dos investigados detidos.

O nome da Operação, "Urbsluzia" faz alusão ao município onde eram cooptados os pretensos beneficiários em nome dos quais eram implementados os benefícios fraudulentos.

Fonte: PF

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