Polícia

OPERAÇÃO GÊNESIS

PF investiga desvio de dinheiro da educação e afasta assessor em Vila Nova do Piauí

Operação apura fraude em licitações, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada para desviar recursos públicos federais

Natalia Costa

14 de maio de 2026 às 09:32 ▪ Atualizado há 2 semanas

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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Gênesis em Vila Nova do Piauí.
  • Investiga-se fraudes em licitações, desvio de verbas do FUNDEB e lavagem de dinheiro.
  • Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.
  • Um assessor contábil do prefeito foi afastado por ordem judicial.
  • A investigação foi autorizada pela 3ª Vara Federal Criminal do Piauí.
  • Quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados foi autorizada.
  • Os indícios apontam para empresas sem capacidade operacional e uso de "laranjas".
  • Foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro e eletrônicos.
  • Os crimes investigados incluem fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

Polícia Federal cumpriu mandados em Vila Nova do Piauí durante operação que investiga desvio de recursos públicos federais do FUNDEB | Foto: PF
Polícia Federal cumpriu mandados em Vila Nova do Piauí durante operação que investiga desvio de recursos públicos federais do FUNDEB | Foto: PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a Operação Gênesis, que investiga um suposto esquema de fraude à licitação, peculato, desvio de verbas públicas federais e lavagem de dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) no município de Vila Nova do Piauí.

Durante a ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Além disso, um assessor contábil vinculado ao gabinete do prefeito foi afastado das funções por decisão judicial.

A determinação foi expedida pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí, que também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. O objetivo é rastrear a movimentação financeira suspeita, identificar possíveis beneficiários do esquema e reunir novas provas para o inquérito.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de contratação de empresas sem capacidade operacional para executar os serviços contratados pela administração pública.

“As investigações apontam indícios de contratação de empresas sem estrutura operacional compatível com os serviços contratados e movimentação financeira atípica. A apuração recai sobre o suposto uso de empresas de fachada e de ‘laranjas’ para desviar recursos públicos federais provenientes do FUNDEB destinados à educação e à administração municipal”, informou a PF.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos, equipamentos eletrônicos, documentos e dinheiro em espécie.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Fonte: Polícia Federal



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