Mundo

TARIFAS

EUA impõem nova tarifa ao Brasil acusando falhas no combate ao trabalho forçado

Especialistas defendem Brasil como referência no combate ao trabalho análogo à escravidão

Teresinha Ferreira

22 de julho de 2026 às 07:30 ▪ Atualizado há 7 horas

Ver resumo
  • Os produtos brasileiros vendidos aos EUA foram taxados em 25% devido a acusações de práticas comerciais desleais.
  • Uma nova sobretaxa de 12,5% será aplicada, alegando falta de medidas contra importação de produtos de trabalho forçado.
  • O Brasil refuta as acusações e avalia usar a Lei de Reciprocidade como resposta.
  • Especialistas afirmam que o Brasil é reconhecido pelo combate ao trabalho forçado e elogiado pela OIT.
  • O governo brasileiro considera a medida americana protecionista e defende sua posição.
  • O Decreto 12.857 mostra a adesão do Brasil à convenção da OIT sobre trabalho forçado.
  • Há uma legislação sólida e fiscalização ativa no Brasil contra trabalho forçado.
  • O Projeto de Lei 2.799/2015 visa proibir a importação de produtos de trabalho forçado.
  • A Constituição brasileira já traz garantias fortes contra práticas de trabalho forçado.

Agência Brasil Combate ao trabalh escravo
Combate ao trabalh escravo

Nesta quarta-feira (22), produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passam a ser taxados em 25%, após decisão unilateral do governo americano. A justificativa está em supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

Além disso, uma nova sobretaxa de 12,5% é esperada, alegando que o Brasil não impede importação de produtos de países que praticam trabalho forçado. O governo brasileiro refuta as acusações e considera utilizar a Lei de Reciprocidade como uma resposta.

Especialistas afirmam que o Brasil é reconhecido internacionalmente pelo combate ao trabalho forçado. Segundo Thiago Romero, professor de direito internacional, o país é elogiado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) por suas iniciativas.

Um relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA alega que o Brasil falha em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado. Contudo, o governo brasileiro afirma que a medida americana é protecionista e continua a defender sua posição.

O Decreto 12.857, por exemplo, formaliza a adesão do Brasil à convenção da OIT sobre trabalho forçado. O país destaca ainda sua legislação robusta e mecanismos de fiscalização como os Grupos Móveis do Ministério do Trabalho.

O Projeto de Lei 2.799/2015, em tramitação no Congresso, busca proibir a importação e o comércio de produtos oriundos de trabalho forçado. Jean Menezes de Aguiar, advogado da FGV, destaca que a Constituição brasileira já oferece fortes garantias contra essas práticas.

Fonte: Agência Brasil