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INTERFERÊNCIA EXTERNA

Democratas dos EUA criticam suposta interferência de Trump no Brasil

Parlamentares pedem que governo americano respeite eleições brasileiras de 2026.

Teresinha Ferreira

25 de setembro de 2026 às 00:56 ▪ Atualizado há 57 minutos

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  • Parlamentares democratas dos EUA denunciaram interferência de Donald Trump nas eleições brasileiras.
  • A carta enviada ao secretário de Estado, Marco Rubio, menciona um esforço para enfraquecer a democracia na região.
  • Trump foi acusado de apoiar Flávio Bolsonaro, impondo tarifas e nomeando um assessor sênior extremista.
  • Compararam a postura de Joe Biden, que apoiou o sistema eleitoral e reconheceu resultados.
  • Críticas foram feitas contra a aplicação da Lei Magnitsky e a revogação do visto de uma embaixadora brasileira.
  • Pedidos para que os EUA garantam o reconhecimento dos resultados e mantenham relações diplomáticas normais.
  • Lula da Silva, na ONU, defendeu a soberania dos países e criticou a ingerência estrangeira.

Agência Brasil Parlamentares democratas dos Estados Unidos
Parlamentares democratas dos Estados Unidos

Parlamentares democratas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, denunciando a interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras. Segundo os 31 democratas que assinaram o documento, há um esforço coordenado para comprometer a aliança estratégica com o Brasil e enfraquecer a democracia na região.

Na carta, os parlamentares acusam Trump de apoiar o candidato Flávio Bolsonaro, alinhado com sua política, tomando medidas como a imposição de tarifas a produtos brasileiros e nomeando Darren Beattie como assessor sênior para assuntos brasileiros. Beattie, descrito como um extremista de direita, teve entrada negada no Brasil.

Os democratas compararam a postura de Joe Biden nas eleições de 2022, quando o governo americano apoiou o sistema eleitoral e reconheceu o resultado das urnas. Eles denunciam que, atualmente, os EUA atuam como agentes de desestabilização, com pressão econômica e política.

A carta também critica a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e a revogação do visto da embaixadora brasileira. Pedem, ainda, que o governo americano garanta o reconhecimento do resultado das urnas e relações diplomáticas normais com o candidato eleito.

Em discurso na ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania dos países e criticou a ingerência estrangeira em processos eleitorais na América Latina.

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Fonte: Agência Brasil