CORRUPÇÃO

Foragidos, prefeito de Itaueira, Secretário e empresário são procurados pela polícia

A justiça expediu mandados de prisão preventiva para eles e até o momento nenhum foi localizado


Prefeito de Itaueira, Quirino Avelino (PTB)

Prefeito de Itaueira, Quirino Avelino (PTB) Foto: Prefeitura de Itaueira

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) determinou a prisão preventiva do prefeito de Itaueira, Quirino de Alencar Avelino (PTB), acusado de fraude em licitações e desvio de recursos públicos. Além dele, a Justiça também determinou a prisão do secretário de Obras do Município, Gaston de Sousa Cavalcante; e dos empresários Jeremias Pereira da Silva e Edivá de Sousa Cavalcante. Todos são acusados de participar do esquema criminoso. Até o momento, apenas o empresário Jeremias Pereira da Silva foi preso, pois os demais alvos estão foragidos. 

Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Polícia Militar e a Polícia Civil tentam localizar os investigados para dar cumprimento aos mandados de prisão desde o início da manhã desta terça-feira (22). A ação faz parte da nova fase da Operação Perpetuaio, deflagrada pelo GAECO e que apontou o prefeito de Itaueira como líder de uma organização criminosa.

O Gaeco também ofereceu denúncia criminal para esposa do prefeito, Maria de França Avelino, Genival Joaquim de Moura, Eliene Helena dos Santos Moura, Roberto Lima de Farias, Jeremias Pereira da Silva, Francisco Vieira da Silva e Raimundo Fagner Siqueira Bueno.

Líder de esquema criminoso

As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Piauí (MPPI), apontaram que o prefeito Quirino Avelino é responsável por chefiar uma organização criminosa que atuava na fraude de licitações, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público. Foram constatadas irregularidades na  aquisição fraudulenta de uma ambulância para a Secretaria Municipal de Saúde, pavimentação de vias e na prestação do serviço de transporte escolar.

Valores desviados

Até o momento, foi contabilizado o desvio dos cofres públicos no valor R$ 1.724.613,38 (um milhão, setecentos e vinte e quatro mil, seiscentos e treze reais e trinta e oito centavos). Este valor pode ser ainda maior, pois ainda estão sendo auditados outros contratos.

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