
Mesmo pensando em impor sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo dos Estados Unidos, durante a presidência de Donald Trump, acredita que essas ações não devem mudar o rumo do julgamento de Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentar dar um golpe de Estado. A informação é de Paulo Cappelli, do Metrópoles.
Um membro da Casa Branca disse que a pressão contra o STF, incluindo a possível aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, não deve mudar o posicionamento dos juízes da 1ª Turma do STF.
Mesmo com isso, membros do governo Trump acham que é possível Bolsonaro ser preso, mas que essa prisão não duraria muito. Eles acreditam que ele poderia ser solto futuramente, caso um presidente de direita ou extrema-direita seja eleito em 2026, e que talvez receba um indulto político.
Enquanto isso, no Brasil, líderes do Centrão dizem que a prisão de Bolsonaro pode acontecer até julho, segundo Igor Gadelha, também do Metrópoles. Políticos próximos ao Judiciário, ligados a partidos como União Brasil e Progressistas, já avisaram aliados do ex-presidente sobre essa possibilidade.
Essa previsão surpreendeu parte dos apoiadores de Bolsonaro, que esperavam algo apenas para setembro. Desde que ele virou réu, em março, o STF tem acelerado os depoimentos. Essa fase deve acabar no início de junho.
Depois, as defesas ainda podem pedir mais provas ou investigações. Em seguida, o STF vai ouvir os acusados diretamente. O processo termina com as alegações finais e, por fim, com a sentença. Após isso, ainda podem ser apresentados recursos antes da execução da pena.
Fonte: Brasil 247