QUEIMADURA

Confira dicas de como evitar lesões causadas pelo potó

Orientações foram repassadas pela dermatologista Vanessa Rocha


Lesão causada por potó na região do pescoço

Lesão causada por potó na região do pescoço Foto: Reprodução

Com o fim do período chuvoso no Piauí, é certa a aparição do famoso 'potó', uma espécie de besouro que provoca lesões na pele humana, comumente chamadas de 'mijadas'. As queimaduras podem ser leves ou mais sérias, demandando, às vezes, atendimento médico. 

Nesse sentido é que a dermatologista Vanessa Rocha, do Hospital do Dirceu, zona Sudeste de Teresina, traz dicas de como lidar com este inseto tão temido.

"O que causa as lesões na pele é a linfa, líquido liberado pelo inseto quando ele é esmagado contra a pele, em especial em regiões como axilas e pescoço. Essa substância é rica em uma toxina chamada de pederina, que é extremamente irritativa para a nossa pele, causando uma dermatite de contato onde toca”, explica a médica.

As lesões causadas pelos potós são vermelhas e com sensação de ardor, podem inchar e formam bolhas, que se rompem e dão origem a crostas. “Elas podem aparecer em qualquer lugar da nossa pele onde o inseto foi esmagado, inclusive no olho, boca e couro cabeludo, assumindo qualquer formato”, conta Vanessa Rocha. “Por exemplo: em áreas de dobras, pode ocorrer o que chamamos de ‘sinal do beijo’, em que a pele previamente sadia, ao ficar em contato com a pele lesada, reproduz a queimadura por contato com as toxinas”, comenta a dermatologista.

Se você já foi 'mijado' pelo potó, a orientação é hidratar bastante a pele, pois ajuda a cicatrizar. As bolhas não devem ser estouradas e o paciente deve evitar a exposição ao sol, com uso de protetor solar. Em casos mais graves, ela recomenda que o paciente tome analgésicos e procure um dermatologista. 

Para evitar o aparecimento do inseto, a principal recomendação é que se fechem as janelas ao anoitecer e evite acender as luzes dos ambientes. “Os potós são atraídos pela luz e têm asas. Por isso, são vistos preferencialmente à noite, nos tetos e paredes das casas. Vá para o quarto e acenda as luzes apenas quando for entrar para dormir e faça uma checagem no teto antes”, pontua Vanessa Rocha, que também alerta para que nunca se tente matar o animal na pele. “Lembre-se de que é o seu esmagamento que libera a toxina, então procure retirá-lo delicadamente e lave bem a região com água e sabão”, finaliza a dermatologista.

Fonte: Com informações da FMS

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