PERIGO

ALERTA: Casos de overdose com remédios são mais comuns que com drogas ilícitas

Cerca de 25% dos casos de overdose com remédios são ligados a doenças psíquicas, como depressão e ansiedade


Overdose

Overdose Foto: Reprodução

Os casos de pessoas vítimas de overdose com medicamentos e ingestão de bebidas alcoólicas são muito mais comuns que com o uso de drogas ilícitas. Isso é o que revela o doutor Guilherme Langoni Freitas, professor de Farmacologia da Universidade Federal do Piauí.

Várias pesquisas apontam na mesma da direção do que afirma o professor Langoni e deixam claro que, ao contrário do senso comum, o maior número de overdoses está relacionada ao uso de remédios e álcool e não às drogas ilícitas, como cocaína, por exemplo.

De acordo com professor, o maior número de casos de overdose com remédios está diretamente ligado a medicamentos usados contra depressão, insônia, e doenças psiquiátricas. "Cerca 25% das overdoses têm alguma relação com a depressão ou ansiedade", diz ele.

Cientistas garantem que a overdose ocorre quando o organismo não consegue processar de forma eficiente a substância à qual foi exposto ou ingerida, provocando diversos efeitos colaterais que podem até levar à morte.

“Hoje se tem mais notícias de vítimas de overdose com drogas liberadas que com as ilícitas. Os casos são comuns entre pessoas que usam medicamentos contra dor, depressão, dificuldade de sono e  ansiedade. São medicamentos de faixa terapêutica estreita e é um risco grande para as pessoas", diz doutor Guilherme.

Os remédios mais comuns nas overdoses são muito disseminados e mesmo com a exigência de receita médica, as pessoas terminam comprando sem receita ou pedem a amigos ou simplesmente pegam uma receita assinada por médico amigo.

Para os profissionais de saúde que indicam esses medicamentos seria necessário um maior controle e fiscalização, inclusive para evitar a prática da automedicação.

Pela ordem: Elvis Presley, Marilyn Monroe, Heatt Ledger, Prince e Michael Jackson

PESQUISA NOVA

Atualmente o doutor Guilherme Langoni está coordenando uma pesquisa epidemiológica com alunos,  professores e servidores para mapear quais as doenças mais frequentes no corpo acadêmico da Universidade Federal do Piauí. O trabalho começou na semana passada.
Com os resultados pesquisa, que deverá ser concluída em julho de 2029, poderá ser possível reduzir a incidência das doenças a partir da orientação aos pacientes e seus familiares sobre o uso correto de medicamentos.

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