Educação

APOSTAS ONLINE

Pesquisa revela que 20% dos estudantes já apostaram online

Levantamento aponta que apostas começam aos 11 anos e meninos apostam mais, com 27,8%

Teresinha Ferreira

09 de setembro de 2026 às 11:02 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A pesquisa da Frente Parlamentar Mista da Educação revela que 20% dos alunos do ensino fundamental e médio já fizeram apostas online.
  • No 3º ano do ensino médio, a participação é de 49,7%.
  • O estudo envolveu 1.912 alunos de 191 escolas.
  • As apostas começam já aos 11 anos, com 9,5% dos alunos nessa idade tendo apostado.
  • Meninos apostam mais do que meninas (27,8% contra 12,6%).
  • No ensino médio, 41,7% dos meninos apostam, contra 19% no fundamental II.
  • Guilherme Lichand, coordenador da pesquisa, recomenda foco em medidas regulatórias como proibição de propaganda e impostos sobre transações.
  • Educação financeira nas escolas não tem sido eficaz na prevenção.
  • As perdas financeiras podem ultrapassar R$ 1 bilhão.
  • Recomendações incluem maior tributação, restrições a publicidade e proteção para menores de 18 anos.

Agência Brasil Aposta online
Aposta online

Um em cada cinco estudantes do ensino fundamental e médio já realizou apostas online, revelou pesquisa da Frente Parlamentar Mista da Educação, divulgada na quarta-feira (9). A proporção chega a 49,7% no 3º ano do ensino médio.

A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Equidade.info, envolveu 1.912 alunos de 191 escolas em todo o país, destacando que as apostas começam aos 11 anos. Cerca de 9,5% dos alunos até essa idade já apostaram.

Segundo o levantamento, meninos apostam mais do que meninas, com uma taxa de 27,8% contra 12,6%. No ensino médio, esse número sobe para 41,7% entre os meninos, enquanto no fundamental II é de 19%.

O coordenador da pesquisa, Guilherme Lichand, ressaltou que focar apenas no comportamento individual pode ser insuficiente. Lichand sugere que proibir propaganda e impor impostos sobre valores transacionados são medidas mais eficazes.

Ele observa que educação financeira não tem evitado a exposição aos riscos das apostas, mesmo em escolas com maior letramento financeiro. As perdas podem superar R$ 1 bilhão entre os entrevistados.

Entre as recomendações estão adoções de medidas de proteção, como maior tributação, restrições publicitárias e proteção para menores de 18 anos.

Fonte: Agência Brasil