Blog do Brandão

ELEIÇÕES 2026

Debate no Piauí Hoje alerta para fake news e defesa da democracia às vésperas das eleições

Professores João de Deus Sousa e Gil Kairós e a administradora Carla da Mata discutiram política, religião, desinformação, direitos sociais e participação popular no BATE-PAPO COM NOTÍCIAS

Por Luiz Brandão

01 de outubro de 2026 às 18:05 ▪ Atualizado há 42 minutos

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  • O debate abordou a importância da defesa da democracia e combate às fake news.
  • Participantes destacaram a relevância do voto consciente nas Eleições 2026.
  • A influência da religião na política foi discutida, com ênfase em separar fé de política partidária.
  • Foi defendido que eleitores priorizem propostas concretas sobre temas como saúde e educação.
  • O papel contínuo do cidadão foi enfatizado, sugerindo participação ativa além do voto.
  • Preocupações com desinformação nas redes sociais foram destacadas.
  • A necessidade de debate plural e independente de interesses empresariais foi apontada.
  • Concluiu-se que a democracia requer engajamento permanente e vigilância das instituições democráticas.

Vitória Macedo Carla da Mata, Gil Kairós, Luíz Brandão e João de Deus
Carla da Mata, Gil Kairós, Luíz Brandão e João de Deus

A defesa da democracia, o combate às fake news e ao autoritarismo e a importância do voto consciente dominaram o debate realizado no podcast BATE-PAPO COM NOTÍCIAS, do portal Piauí Hoje, na quarta-feira (30). Comandado pelo jornalista Luiz Brandão, o programa reuniu os professores João de Deus Sousa e Gil Kairós e a administradora Carla da Mata para discutir o cenário político às vésperas das Eleições 2026.

O debate ocorre em um momento decisivo da campanha eleitoral. O primeiro turno será realizado neste domingo, 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Ao abrir o programa, Luiz Brandão defendeu o enfrentamento à desinformação e afirmou que o podcast buscaria manter o debate político baseado em informações confiáveis. Segundo ele, fake news e manifestações autoritárias representam ameaças à democracia e exigem atenção especialmente durante o processo eleitoral.

Religião e política entram no debate

Um dos principais temas foi a crescente presença das igrejas e da religião no debate eleitoral. João de Deus Sousa avaliou que religião e política mantêm relações históricas, mas defendeu respeito às diferentes crenças e rejeitou a utilização da fé como instrumento de imposição política.

Para ele, o eleitor precisa concentrar sua atenção nas propostas apresentadas pelos candidatos e nos problemas concretos que deverão ser enfrentados pelos próximos governos, como educação, saúde, emprego, direitos dos trabalhadores e combate à corrupção.

Gil Kairós também analisou a participação das instituições religiosas na política. Ao abordar a atuação histórica das comunidades eclesiais de base e o crescimento das igrejas evangélicas, afirmou que líderes religiosos exercem influência sobre parcelas importantes do eleitorado.

Na avaliação do professor, as igrejas podem participar do debate público, mas devem contribuir para a defesa da democracia, da paz, dos direitos humanos e das populações mais vulneráveis, evitando transformar a religião em instrumento de orientação partidária.

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Luíz e João de Deus no estúdio do portal Piauí Hoje 

Participantes defendem eleitor mais atento às propostas

João de Deus chamou atenção para a necessidade de o eleitor conhecer a trajetória dos candidatos e analisar seus programas antes de votar. Segundo ele, a escolha eleitoral não deve ser tratada como uma disputa entre torcidas. “Política não é futebol”, resumiu o professor durante o programa.

Na avaliação dele, questões como educação pública, saúde, geração de empregos, combate à corrupção e condições de trabalho precisam ocupar posição central na decisão do eleitor. O professor também relacionou a escolha eleitoral ao debate sobre redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1.

A discussão sobre a escala 6x1 está efetivamente no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou, em maio, uma proposta que estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso. A matéria seguiu para o Senado.

Carla da Mata destaca voto e participação permanente

Carla da Mata argumentou que o exercício da cidadania não termina quando o eleitor deposita seu voto na urna. Para ela, a democracia depende também do acompanhamento dos governos, da fiscalização das políticas públicas e da cobrança permanente dos representantes eleitos.

Durante o programa, Carla relacionou política, religião, ética e direitos sociais. Também defendeu que os eleitores observem os efeitos concretos das propostas eleitorais sobre trabalhadores, mulheres, famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo ela, a circulação intensa de informações e conteúdos políticos pelas redes sociais torna ainda mais importante avaliar criticamente aquilo que chega ao eleitor e diferenciar propostas de governo, informações verificáveis e discursos produzidos durante a campanha.

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Carla da Mata e Gil Kairós: fé, religião e política 

Fake news e redes sociais preocupam debatedores

A desinformação nas redes sociais atravessou praticamente todo o debate. Os participantes defenderam que os eleitores procurem fontes confiáveis e evitem tomar decisões exclusivamente com base em conteúdos compartilhados nas plataformas digitais.

O programa também discutiu o papel dos meios de comunicação, a concentração econômica, a influência de grupos empresariais no debate público e a necessidade de ampliar espaços nos quais diferentes setores da sociedade possam participar da discussão política.

Gil Kairós destacou que a política está diretamente relacionada ao cotidiano das pessoas, passando por temas como alimentação, transporte coletivo, educação, saúde, emprego e direitos sociais. Por isso, argumentou, afastar-se completamente do debate político significa abrir mão de participar de decisões que interferem diretamente na vida da população.

Democracia exige participação além das urnas

Na reta final, os convidados convergiram em um ponto: a democracia não pode ser compreendida apenas como o direito de votar periodicamente.

Carla da Mata destacou que o voto constitui um dos instrumentos democráticos, mas deve ser acompanhado pela fiscalização dos governantes. João de Deus reforçou a necessidade de avaliar propostas e trajetórias políticas. Gil Kairós defendeu participação social orientada pela defesa dos direitos humanos e do bem comum.

Ao encerrar o BATE-PAPO COM NOTÍCIAS, Luiz Brandão ressaltou que a democracia é uma construção permanente e precisa ser fortalecida diariamente.

A discussão ganha relevância especial na reta final da campanha. Neste domingo (4), 158,7 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a participar das Eleições Gerais de 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Mais do que uma disputa entre candidatos, o debate realizado no Piauí Hoje colocou em discussão o papel do cidadão diante da desinformação, da polarização política e das ameaças apontadas pelos participantes contra as instituições democráticas.

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Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.