Educação

EDUCAÇÃO E LEGISLAÇÃO

Câmara aprova multa para escolas que dificultem matrícula de deficientes

Projeto avança após aprovação na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados

Teresinha Ferreira

16 de julho de 2026 às 11:22 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Comissão de Educação da Câmara aprovou um projeto que multa instituições que dificultem a matrícula de alunos com deficiência.
  • O projeto combate a discriminação contra pessoas com deficiência no ambiente educacional.
  • Relatado por Fernanda Melchionna, o projeto unifica três propostas, incluindo o PL 5352/19 de Sâmia Bomfim.
  • Inclui punições para proibições de permanência na escola e exclusão de atividades culturais.
  • Envolve também práticas de bullying e abuso de autoridade, com relevância jurídica.
  • Multas para gestores escolares são de 3 a 20 salários mínimos.
  • Destaca a necessidade de capacitação para promover a inclusão.
  • A aprovação final depende da análise de outras comissões e aprovação da Câmara e do Senado.

Agência Câmara A proposta, relatada pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), unifica três projetos
A proposta, relatada pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), unifica três projetos

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que penaliza, com multa, instituições que dificultem a matrícula de alunos com deficiência em escolas públicas ou privadas. A medida visa combater a discriminação contra essas pessoas no ambiente educacional.

A proposta, relatada pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), unifica três projetos, incluindo o Projeto de Lei 5352/19, de Sâmia Bomfim (Psol-SP). A versão aprovada foi trabalhada na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Mudanças significativas no projeto incluem a punição por atos que envolvam proibições à permanência do aluno na escola, exclusão de atividades culturais e negação de suporte adequado. Acrescentaram-se práticas como bullying nas redes sociais e abuso de autoridade, que terão relevo jurídico.

Gestores escolares serão responsáveis por atos discriminatórios, com multas entre 3 e 20 salários mínimos. O texto também enfatiza a necessidade de capacitação dos profissionais escolares para promover a inclusão de estudantes com deficiência.

Para se tornar lei, o projeto ainda será avaliado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, devendo posteriormente ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Mais detalhes sobre a tramitação podem ser acessados através do texto aprovado.

Fonte: Agência Câmara