EDUCAÇÃO E RESPEITO FAMILIAR
Teresinha Ferreira
09 de agosto de 2026 às 08:12 ▪ Atualizado há 4 horas
O combate à misoginia pode começar em casa, com educação pelo exemplo. O goianiense Cleomar Barros, de 43 anos, morador de Brasília, contou como ensina o filho Samuel, de 8 anos, a respeitar as meninas, relembrando uma conversa que tiveram após uma situação inadequada com uma colega. “Faço questão sempre de mostrar que devemos ser parceiros e amigos”, diz o analista de sistemas.
Conforme profissionais de masculinidade saudável, essa atitude é crucial para combater o machismo. O psicanalista Thiago Queiroz, autor de Amor de pai, afirma que “as maiores e mais eficazes formas de aprendizado de uma criança se dão por meio do modelo que o pai apresenta”. Ele defende que o respeito às mulheres deve ser naturalizado desde cedo.
A psicóloga Bárbara Lobato, de Brasília, observa que mais pais estão atentos a esse tema. Ela destaca que “é uma construção cotidiana”, essencial para que os homens compartilhem abertamente sentimentos e conflitos com os filhos.
No ambiente escolar, a professora Ana Paula Lilly, de Bauru (SP), alerta para discursos misóginos que chegam pelos celulares. “É preciso trabalhar com prevenção digital e ensinar análise crítica”, afirma.
Para ampliar as discussões, um grupo de pais em São Paulo criou o Papicast, iniciativa que busca estabelecer uma rede de apoio paterna. Tiago Koch destaca a necessidade de limites e a superação de estereótipos masculinistas para ajudar os meninos a se relacionarem de forma saudável.
Por fim, o terapeuta Fábio Manzoli, de Jundiaí (SP), relata a importância de romper o silêncio também sobre os machismos naturais na infância. “Mostrar que homens podem chorar é fundamental para desmantelar padrões prejudiciais”, conclui.
Fonte: Agência Brasil