Economia

LUCRO CAIXA

Lucro da Caixa cresce 5,9% e atinge R$ 3,9 bilhões no trimestre

Lucro acumulado no semestre aponta queda de 17,6% comparado a 2025.

Teresinha Ferreira

27 de agosto de 2026 às 00:14 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Caixa Econômica Federal teve um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre de 2026.
  • Lucro aumentou 5,9% em relação ao ano anterior e 12,4% em relação ao 1º trimestre de 2026.
  • No 1º semestre de 2026, o lucro acumulado foi de R$ 7,4 bilhões, uma queda de 17,6% em 12 meses.
  • O crescimento foi impulsionado pelo crédito, especialmente no financiamento imobiliário.
  • A margem financeira foi de R$ 19,7 bilhões, um aumento de 20,2% em um ano.
  • A carteira de crédito chegou a R$ 1,448 trilhão, alta de 11,9% em 12 meses.
  • O crédito imobiliário representou 69,4% da carteira, com R$ 1,005 trilhão, aumento de 15% em um ano.
  • Financiamento imobiliário contratou R$ 137,6 bilhões, alta de 29,3% anual.
  • A inadimplência subiu para 3,64%, impactando principalmente o agronegócio (20,74%).
  • Despesas com provisões para perdas subiram para R$ 6,97 bilhões, aumento de 97,6%.
  • A rentabilidade caiu, com retorno sobre patrimônio líquido de 9,16%, uma queda de 2,7 pontos percentuais.

Agência Brasil Lucro da Caixa
Lucro da Caixa

A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, aumento de 5,9% em relação ao ano anterior e de 12,4% comparado ao primeiro trimestre deste ano.

No primeiro semestre, o lucro acumulado foi de R$ 7,4 bilhões, representando uma queda de 17,6% em doze meses. O resultado do trimestre foi impulsionado pela forte expansão do crédito, especialmente no financiamento imobiliário, mas teve aumento da inadimplência e necessidade de elevar as provisões para perdas.

A margem financeira alcançou R$ 19,7 bilhões, crescimento de 20,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito total da Caixa chegou a R$ 1,448 trilhão em junho, com alta de 11,9% em 12 meses.

O crédito imobiliário foi destaque, compondo 69,4% da carteira total, com saldo de R$ 1,005 trilhão, aumento de 15% em um ano. As contratações de financiamento imobiliário somaram R$ 137,6 bilhões, alta de 29,3% na comparação anual.

Apesar do crescimento, a inadimplência aumentou para 3,64%, comparado a 2,66% no mesmo período do ano anterior, com grande impacto no agronegócio, onde a taxa subiu para 20,74%.

Para mitigar riscos, a despesa com provisões para perdas de crédito subiu para R$ 6,97 bilhões, um aumento de 97,6% em relação a 2025. Já a rentabilidade diminuiu, com o retorno sobre o patrimônio líquido caindo para 9,16%, uma redução de 2,7 pontos percentuais em relação a junho de 2025.

Fonte: Agência Brasil