Economia

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Produção industrial do Brasil registra queda de 0,6% em agosto

Pesquisa do IBGE mostra retração após crescimento tímido em julho; juros altos impactam setor

Teresinha Ferreira

02 de outubro de 2026 às 09:50 ▪ Atualizado há 43 minutos

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  • A produção industrial brasileira caiu 0,6% em agosto em relação a julho.
  • Nos últimos quatro meses, houve uma perda acumulada de 3,1% na indústria.
  • A política monetária restritiva e a elevada taxa de juros são apontadas como fatores de desaceleração.
  • Os juros altos afetam o endividamento e a renda das famílias, impactando investimentos.
  • O mercado de trabalho mostra resiliência, mas a rentabilidade industrial continua prejudicada.
  • A produção está 1,3% acima do nível pré-pandemia, mas 15,6% abaixo do pico de 2011.
  • Destaques negativos: queda em produtos do fumo (-23,4%) e farmacêuticos (-5,5%).
  • Destaques positivos: aumento em produtos alimentícios (1%) e metalurgia (0,8%).
  • Todas as quatro grandes categorias econômicas registraram recuos, especialmente bens de consumo não duráveis (-1,7%) e duráveis (-1%).
  • Acumulado do ano e últimos 12 meses mostram aumentos de 0,8% e 0,6%, apesar da retração anual em agosto (1,2%).

Agência Brasil Produção industrial do Brasil
Produção industrial do Brasil

A produção industrial brasileira caiu 0,6% em agosto em relação a julho, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (2).

Após um aumento de 0,1% na produção em julho, o setor enfrenta dificuldades, acumulando uma perda de 3,1% nos últimos quatro meses. Isso reduz os ganhos de 4,3% observados no primeiro quadrimestre de 2023.

O pesquisador do IBGE, André Macedo, aponta a elevada taxa de juros como um fator que contribui para essa desaceleração. Ele explica que a política monetária restritiva afeta tanto o endividamento de empresas quanto a renda disponível das famílias, levando ao adiamento de investimentos no setor.

“A alta dos juros tem impactos diretos sobre os níveis de inadimplência e o endividamento, o que compromete a renda das famílias e as decisões de investimento das empresas”, afirma Macedo.

Apesar dos desafios, o mercado de trabalho mostra resiliência, com mais pessoas ocupadas e aumento na massa de rendimentos. Entretanto, a rentabilidade do setor industrial segue prejudicada.

A produção industrial ainda está 1,3% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, mas 15,6% abaixo do pico histórico em maio de 2011.

Entre os setores, houve quedas significativas em produtos do fumo (-23,4%) e farmacêuticos (-5,5%), enquanto produtos alimentícios (1%) e metalurgia (0,8%) se destacaram positivamente.

O recuo também foi observado nas quatro grandes categorias econômicas, com destaques negativos para bens de consumo não duráveis (-1,7%) e duráveis (-1%).

No acumulado do ano e nos últimos 12 meses, a indústria mostra aumentos de 0,8% e 0,6%, respectivamente, apesar da retração de 1,2% na comparação anual em agosto.

Fonte: Agência Brasil