Economia

PREÇO DE QUEROSENE

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 11,76%

Novo valor passa a vigorar neste 1º de outubro nas refinarias da companhia.

Teresinha Ferreira

01 de outubro de 2026 às 13:15 ▪ Atualizado há 36 minutos

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  • A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação (QAV) em 11,76%, válido a partir de 1º de outubro.
  • O preço médio subiu de R$ 5,585 para R$ 6,242 por litro.
  • O reajuste mensal é previsto em contrato e é influenciado pela guerra no Oriente Médio.
  • A crise no Estreito de Ormuz impactou a oferta de petróleo, elevando os custos.
  • Após o conflito, o QAV passou a representar mais de 45% das despesas das companhias aéreas brasileiras.
  • Mesmo produzindo petróleo, o Brasil tem preços de derivados fixados internacionalmente.
  • A estatal ofereceu parcelamento de um reajuste anterior para minimizar impactos nas empresas aéreas.
  • Apesar de produzir 85% do QAV nacional, o mercado brasileiro é concorrencial.
  • Distribuidoras comercializam o QAV para aeroportos e outros consumidores.

Agência Brasil Petrobras
Petrobras

A Petrobras anunciou um reajuste de 11,76% no preço do querosene de aviação (QAV), válido a partir desta quinta-feira, 1º de outubro. O combustível, essencial para aviões e helicópteros, teve seu preço médio elevado de R$ 5,585 por litro em setembro para R$ 6,242 em outubro.

Aos ajustes mensais, previstos em contrato e efetuados no primeiro dia de cada mês, somam-se os efeitos da guerra no Oriente Médio, segundo a estatal. A logística global do setor de petróleo foi impactada desde os ataques dos EUA e Israel ao Irã, em março.

A crise no Estreito de Ormuz afetou a oferta de petróleo, elevando os preços. Antes do conflito, o QAV representava cerca de 30% das despesas das companhias aéreas brasileiras. Esse percentual subiu para mais de 45%, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Embora o Brasil produza petróleo, o preço dos derivados é fixado internacionalmente. A Petrobras chegou a baixar o valor do QAV em junho e julho, mas seguiu aumentando nos meses subsequentes, até o valor atual.

Para atenuar o impacto financeiro sobre as companhias aéreas, a estatal permitiu parcelar o reajuste de maio. Apesar de deter cerca de 85% da produção nacional de QAV, o mercado está aberto à concorrência.

O QAV é comercializado por distribuidoras, que o levam aos aeroportos ou revendem para outros consumidores finais.

Fonte: Agência Brasil