Economia

LIMÃO TAITI

Preço do limão dispara, mesmo na entressafra, diz Conab

Valor do limão tahiti teve aumento de mais de 200% devido a produções afetadas pelo clima.

Teresinha Ferreira

03 de outubro de 2026 às 09:00 ▪ Atualizado há 58 minutos

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  • O preço do limão tahiti aumentou significativamente, mesmo na entressafra.
  • A produção e a colheita foram prejudicadas, conforme a Conab.
  • Chuvas afetaram a florada e contribuíram para a volatilidade dos preços.
  • No cinturão cítrico paulista, os preços da caixa subiram 226,4% de junho a agosto.
  • No atacado, especialmente em São Paulo e Belo Horizonte, o aumento foi de até 374%.
  • A oferta interna caiu devido ao clima e à competição com o mercado externo.
  • Cerca de 11% do limão é exportado, principalmente para a Europa.
  • Regiões como Bebedouro e Matão foram severamente afetadas pelo clima.
  • Possível impacto futuro por um El Niño previsto para 2027.
  • Recentemente, os preços começaram a cair, mas a estabilidade é incerta antes da nova safra.

Agência Brasil Preço do limão
Preço do limão

Mesmo durante a entressafra, o preço do limão tahiti subiu além da média histórica. Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a pouca produção e dificuldades na colheita são fatores centrais para esse aumento.

Segundo o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, do Cepea/Esalq, "o limão tem uma volatilidade alta nos preços, especialmente após chuvas que prejudicaram a florada no início do ano". Dados da Conab mostram que no cinturão cítrico paulista, responsável por 80% da produção nacional, o preço da caixa subiu de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto, um aumento de 226,4%.

O impacto também foi sentido no atacado: no Ceagesp, em São Paulo, o preço do limão subiu de R$ 1,82 para R$ 8,62 por quilo entre maio e setembro, uma alta de 374%. Na CeasaMinas, em Belo Horizonte, os preços variaram de R$ 2,50 a R$ 8,50 no mesmo período.

A Conab explica que a oferta caiu não apenas pela clima, mas também pela competição entre o mercado interno e externo. Cerca de 11% do limão é exportado, principalmente para a Europa. A demanda interna aumentou devido ao calor em agosto e setembro.

Regiões produtoras como Bebedouro e Matão foram as mais impactadas pelas condições climáticas, com chuvas acima da média afetando a principal florada de julho. Esses fatores, somados ao risco de um El Niño forte em 2027, podem estressar as plantações e comprometer as futuras safras.

Os preços começaram a reduzir na última semana no Ceagesp, mas permanece a incerteza sobre a estabilidade dessa tendência até a chegada da nova safra no fim do ano.

Fonte: Agência Brasil