Economia

QUEDA

Dólar cai para R$ 5,17 após recompra de títulos nos EUA

Anúncio do Tesouro dos EUA impulsiona bolsas e reduz tensão global.

Teresinha Ferreira

19 de agosto de 2026 às 20:13 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Tesouro dos EUA ampliou operações de recompra de títulos de longo prazo.
  • Isso causou queda do dólar para R$ 5,17, estimulando o apetite por ativos de risco.
  • O dólar caiu 0,86% no mercado à vista, mas tem alta acumulada na semana e em agosto.
  • Recompras programadas de 9 de setembro a 4 de novembro, duplicando valores para US$ 4 bilhões por operação.
  • Redução nos rendimentos dos Treasuries impulsionou fluxos para mercados emergentes.
  • Ibovespa subiu 0,90%, quebrando sequência de 11 quedas.
  • Alta foi puxada por setores de mineração, petróleo e bancário.
  • Ata do Federal Reserve destacou preocupação com a inflação.
  • Fed pode aumentar juros se a inflação não atingir 2%.
  • Mercado brasileiro encara desafios internos, como juros altos e instabilidade política.

Agência Brasil Dolar tem queda
Dolar tem queda

O Tesouro dos Estados Unidos anunciou uma ampliação nas operações de recompra de títulos de longo prazo, o que levou a dólar a cair para R$ 5,17 nesta quarta-feira. Com essa retomada de títulos, os mercados reagiram positivamente, causando uma desvalorização do dólar e um aumento no apetite global por ativos de risco.

A moeda estadunidense registrou uma queda de 0,86% no mercado à vista. Durante a sessão, chegou a R$ 5,15, marcando a primeira vez abaixo de R$ 5,20 em três pregões. Entretanto, o dólar teve alta acumulada de 1,83% na semana e 2,09% em agosto.

Conforme o anúncio, o volume das operações de recompra, programadas para ocorrer entre 9 de setembro e 4 de novembro, será duplicado em algumas transações, passando de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação.

Com a redução dos rendimentos dos Treasuries, o fluxo de capitais em direção a mercados emergentes aumentou, beneficiando o Ibovespa, que avançou 0,90% para 167.830,27 pontos, quebrando uma sequência de 11 quedas.

A alta do Ibovespa foi sustentada pelos setores de mineração, petróleo e o bancário, enquanto os mercados internacionais se ajustavam ao novo cenário proposto pelo Tesouro dos EUA. O ganho acumulado do índice foi impulsionado pelas expectativas de maior demanda por títulos de longo prazo.

A ata do Federal Reserve também foi monitorada, mostrando preocupação com a inflação. Dirigentes do Fed sinalizaram disposição para aumentar os juros caso a inflação não atinja a meta de 2%.

Embora o dia tenha sido de recuperação, o mercado brasileiro ainda lida com fatores internos, como juros elevados e cenário político incerto, mantendo os investidores atentos às flutuações do capital estrangeiro.

Fonte: Agência Brasil