Economia

REGRAS FIDELIDADE

Câmara aprova novas regras para programas de fidelidade

PL define diretrizes para milhas e pontos; agora, texto segue para o Senado.

Teresinha Ferreira

13 de agosto de 2026 às 15:30 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei para regulamentar programas de fidelidade baseados em pontos ou milhas de companhias aéreas.
  • O projeto foi aprovado em 13 de outubro e segue para análise no Senado.
  • O PL 3083 de 2026 divide os programas em dois regimes: com e sem conversão de pontos para dinheiro.
  • O objetivo é proteger consumidores e garantir seus direitos sobre as milhas, segundo o relator Paulo Soares.
  • Falta de regulamentação anterior gerou insegurança jurídica e conflitos.
  • Programas com conversão em dinheiro podem definir regras, mas devem operar um sistema de conversão independente.
  • Programas sem conversão em dinheiro não podem restringir a venda ou transferência de milhas por meios lícitos.
  • Penalizações injustificadas como cancelamentos ou suspensões são proibidas.
  • Programas que vendem milhas devem garantir a conversão em dinheiro e um sistema de liquidez oficial.
  • O projeto proíbe o uso exclusivo de biometria facial para restringir a comercialização das milhas.

Agência Brasil Programa fidelidade
Programa fidelidade

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que regulamenta programas de fidelidade baseados em pontos ou milhas, usados por companhias aéreas. Este projeto, aprovado nesta quinta-feira (13), estabelece diretrizes para a transferência e comercialização dessas pontuações e será encaminhado ao Senado para análise.

A principal novidade do PL 3083 de 2026 é a divisão dos programas em dois regimes diferentes, dependendo da possibilidade de conversão dos pontos ou milhas em dinheiro. Segundo o relator, deputado Paulo Soares (Podemos-SP), essas normas visam proteger os consumidores, garantindo-lhes os direitos sobre suas milhas.

De acordo com Paulo Soares, a falta de regulamentação específica nos programas de fidelidade tem gerado insegurança jurídica e conflitos entre consumidores e empresas.

Os programas que permitem conversão das milhas em dinheiro terão autonomia para definir suas regras sobre a venda ou transferência de pontos, desde que ofereçam um sistema de conversão em moeda operado de forma independente.

Programas que restringem a conversão em dinheiro não poderão limitar a venda ou transferência de milhas por meios lícitos, e não poderão penalizar usuários com cancelamentos ou suspensões injustificadas.

Além disso, os programas que vendem milhas diretamente devem oferecer mecanismos para converter esses pontos em dinheiro, garantindo um sistema oficial de liquidez para os consumidores.

Nos programas sem liquidez, o projeto proíbe a exigência de biometria facial para restringir direitos de comercialização das milhas, obrigando a disponibilização de alternativas acessíveis e não discriminatórias.

Fonte: Agência Brasil