Os idosos de Parnaíba que precisam de acolhimento institucional estão vivendo uma situação preocupante. O município não possui uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) própria, e os poucos locais disponíveis não têm estrutura adequada para atender essa população. Tem gente sendo abrigada em casas de passagem, em instituições que não foram preparadas para receber idosos, e o mais grave: pessoas com doenças como Alzheimer estão sendo colocadas em ambientes que não oferecem os cuidados contínuos que elas precisam.
Por causa dessa situação, o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ajuizou uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra o Município de Parnaíba. A ação foi assinada pelo promotor de Justiça Ruszel Lima Verde Cavalcante. Na ação, o MPPI pede que a Justiça determine que a prefeitura providencie imediatamente o acolhimento dos idosos em instituições adequadas. Isso pode ser feito por meio da contratação de vagas na rede privada ou em instituições filantrópicas. Além disso, o Ministério Público solicita que o município construa uma unidade própria no prazo máximo de um ano.
Abrigo São José está com lotação máxima (Foto: Governo do Estado)
Para garantir que haja dinheiro disponível para essa política pública, a ação pede ainda o bloqueio de recursos que seriam destinados a eventos festivos, como carnaval e festejos culturais, redirecionando esse dinheiro para a implementação do acolhimento institucional de idosos. O Estado do Piauí também foi incluído no processo, já que atualmente é ele quem acaba assumindo a demanda de Parnaíba no Abrigo São José. O espaço já está funcionando com a capacidade máxima. Isso significa que não há mais vagas. E os idosos que ficam de fora acabam sendo acolhidos em locais improvisados, que não oferecem o mínimo de conforto, segurança e cuidado especializado.
Segundo o promotor Ruszel Lima Verde, o problema já vem sendo discutido desde 2025. Foram abertos procedimentos e realizadas reuniões com representantes da gestão municipal para tentar resolver a situação, mas até agora nenhuma medida concreta foi tomada. O município não criou a unidade própria nem regularizou o atendimento dessas pessoas. O promotor Ruszel Lima Verde solicita ainda que o município seja intimado a se manifestar no prazo de até 72 horas.
Fonte: Ministério Público do Piauí
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