PRISÃO
Teresinha
25 de abril de 2026 às 07:45 ▪ Atualizado há 2 horas
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade manter a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, investigado por suposto envolvimento em fraudes no Banco Master e na tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB.
Costa foi preso no último dia 16 de abril durante a quarta fase da Operação Compliance, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo as investigações, ele teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, valor que seria repassado por meio de imóveis.
O julgamento foi concluído nesta sexta-feira (24) no plenário virtual da Segunda Turma do STF, com placar de 4 votos a 0 pela manutenção da prisão. Votaram nesse sentido os ministros André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes.
No mesmo processo, o colegiado também analisou a situação do advogado Daniel Monteiro, outro alvo da operação. Nesse caso, o placar ficou em 3 votos a 1 pela manutenção da prisão, com divergência parcial do ministro Gilmar Mendes, que defendeu prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
O ministro Dias Toffoli, que integra a Segunda Turma, declarou-se suspeito e não participou do julgamento. Em fevereiro, ele deixou a relatoria do inquérito após a Polícia Federal informar a existência de menções ao seu nome em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e que também está sob investigação da Polícia Federal.
Fonte: Agência Brasil
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