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ROTESTO DE TRABALHADORES INFORMAIS

Protesto de trabalhadores informais critica Tolerância Zero no Rio

Camelôs e ambulantes se mobilizam contra fiscalização intensificada na região sul carioca.

Da Redação

18 de julho de 2026 às 17:33 ▪ Atualizado há 6 horas

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  • Camelôs e vendedores ambulantes protestaram contra o programa Tolerância Zero na orla de Ipanema.
  • É o quarto protesto desses trabalhadores visando um diálogo com a prefeitura.
  • MPF solicitou à Justiça a suspensão do programa por violação de normas federais.
  • Manifestantes reivindicam a diferenciação entre camelôs e organizações criminosas.
  • Prefeitura afirma que o programa seguirá, destacando o ordenamento urbano.
  • Movimento dos camelôs planeja ampliar contatos com autoridades federais para discutir suas demandas.

Agência Brasil Evento dos trabalhadores informais
Evento dos trabalhadores informais

Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais realizaram um protesto contra o programa Tolerância Zero neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema. A iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro tem intensificado a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul.

Este é o quarto ato consecutivo dos trabalhadores, que se manifestaram um dia após o Ministério Público Federal (MPF) solicitar à Justiça a suspensão do programa. Os manifestantes utilizaram panelas, apitos e tambores para reforçar seu pedido de negociação com a prefeitura, destacando a criminalização da categoria.

A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, disse que as manifestações continuarão "enquanto não houver diálogo". Ela destacou a necessidade de diferenciar vendedores informais de organizações criminosas e a importância da regularização dos que aguardam autorização para trabalhar.

Na sexta-feira (18), o MPF entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa, alegando que ele foi instituído sem respeitar normas federais da gestão de praias e bens da União. Além disso, pediu a elaboração de um plano para conciliar o ordenamento urbano com a proteção dos direitos trabalhistas dos ambulantes.

O prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, afirmou que o programa continuará e classificou a solicitação do MPF como uma "absoluta inversão de valores". Ele destacou a competência constitucional da prefeitura para atuar no ordenamento e combate às estruturas criminosas.

Maria dos Camelôs criticou a resposta do prefeito e enfatizou a ausência de diálogo com a categoria. O movimento pretende ampliar sua articulação institucional, iniciando contatos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e buscando levar suas demandas ao governo federal.

Fonte: Agência Brasil