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20 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA

Lei Maria da Penha celebra 20 anos de avanços e desafios

Redução da violência contra mulheres ainda enfrenta obstáculos como subnotificação e alto índice de feminicídios.

Teresinha Ferreira

07 de agosto de 2026 às 07:15 ▪ Atualizado há 5 horas

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  • A Lei Maria da Penha, sancionada há 20 anos, representou um avanço no combate à violência contra mulheres no Brasil.
  • A lei nº 11.340/2006 trouxe à tona a violência doméstica, desafiando sua naturalização.
  • Apesar dos progressos, persistem desafios como subnotificação de casos e altas taxas de feminicídio.
  • Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.
  • Desde 2015, mais de 13.703 feminicídios foram contabilizados, segundo o FBSP.
  • A advogada Luciane Mezarobba vê a lei como uma ferramenta que transformou a violência contra mulheres em um problema público.
  • A legislação inclui diversas formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
  • Em 2026, a lei foi aprimorada com a inclusão da violência vicária.
  • Falhas na aplicação ainda são um problema, como indicado pelo aumento de descumprimento de medidas protetivas.
  • Em São Paulo, o não-cumprimento das medidas aumentou em 18,7% no último semestre.
  • Casos como o de Carla Carolina Miranda da Silva exemplificam as consequências fatais de tais falhas.
  • A demanda judicial sobrecarregada reduz a eficácia do apoio jurídico.
  • O caso de Maria da Penha Maia Fernandes levou a compromissos internacionais para combater a violência doméstica.
  • A violência digital é uma nova forma de abuso que agora também é abordada pela lei.
  • Iniciativas como a Lei Lola e a Lei Carolina Dieckmann complementam a proteção contra a violência digital.

Agência Brasil 20 anos da Lei Maria da Penha
20 anos da Lei Maria da Penha

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha foi sancionada, marcando um avanço significativo no combate à violência contra mulheres no Brasil. Ao definir a violência doméstica, a lei nº 11.340/2006 desafiou a naturalização das agressões, geralmente ocultas. Apesar dos progressos, persistem desafios como a subnotificação e os índices altos de feminicídio.

Em 2025, foram registradas 1.568 mortes de mulheres por feminicídio, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a tipificação do crime em 2015, o país contabiliza mais de 13.703 vítimas, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

A advogada Luciane Mezarobba considera a lei uma ferramenta avançada. "Ela transformou a violência contra a mulher em um problema público, superando a ideia de 'briga de marido e mulher'." A lei reconhece violências física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Apesar de aprimorada, com a inclusão de violência vicária em 2026, a aplicação ainda é falha. A socióloga Bruna Camilo alerta sobre a necessidade de aplicação eficaz no sistema jurídico para potencializar seu impacto.

Casos de descumprimento de medidas protetivas exemplificam lacunas. Só em São Paulo, houve um aumento de 18,7% no não-cumprimento dessas medidas no último semestre. No caso fatal de Carla Carolina Miranda da Silva, o agressor desobedeceu a ordem de restrição, resultando em feminicídio.

Para Luciane, a demanda judicial sobrecarregada é um desafio à aplicação completa da lei. Muitas mulheres enfrentam longas esperas e sofrimento, reduzindo a eficiência do apoio jurídico.

Maria da Penha Maia Fernandes, cujo nome batiza a lei, tornou-se símbolo da luta contra a violência doméstica após sobreviver a tentativas de feminicídio. Seu caso levou o Brasil a se comprometer internacionalmente a combater essa violência.

A violência digital emergiu como extensão do abuso contra mulheres, agora também inclusa sob a proteção da lei, visando intimidar ou controlar por meio de redes sociais e mensagens. Iniciativas como a Lei Lola e a Lei Carolina Dieckmann procuram complementar essa proteção.

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Fonte: Agência Brasil