Brasil

DIREITOS DE TOURETTE

Lei garante direitos a pessoas com síndrome de Tourette

Nova legislação proíbe discriminação e assegura assistências em saúde e educação.

Teresinha Ferreira

04 de setembro de 2026 às 17:24

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  • A Lei 15.492 de 2026 estabelece direitos para pessoas com síndrome de Tourette no Brasil.
  • Planos de saúde são obrigados a cobrir tratamento para portadores da síndrome.
  • Escolas não podem recusar matrícula, sob pena de punição; acompanhamentos especializados são garantidos quando recomendados.
  • A síndrome é reconhecida como deficiência em casos de comprometimento significativo, após avaliação biopsicossocial.
  • Uso de cordões com desenhos de girassóis para facilitar reconhecimento e atendimento prioritário.
  • Garantias de proteção contra exploração e acesso a saúde abrangente.
  • Adaptações no ambiente de trabalho conforme necessidades individuais.
  • Lei foi proposta pela deputada Delegada Katarina e discutida no Congresso, com relatoria de Damares Alves.
  • Cerca de 150 mil novos casos da síndrome são registrados anualmente no Brasil.

Senado Notícias Síndrome de Tourette
Síndrome de Tourette

As pessoas com síndrome de Tourette conquistaram novos direitos por meio da Lei 15.492, de 2026, publicada na quinta-feira (3). A legislação estabelece uma política nacional voltada à proteção desses indivíduos.

Dentre as novas determinações, destaca-se que planos de saúde não poderão recusar cobertura a pessoas com essa síndrome. Na educação, gestores escolares que recusarem matrícula enfrentam punições.

Estudantes com Tourette têm o direito de contar com um acompanhante especializado, desde que haja recomendação pedagógica. A síndrome deve ser reconhecida como deficiência quando os sintomas comprometerem significativamente a funcionalidade e interação social, mediante avaliação biopsicossocial.

A lei também permite que essas pessoas usem cordões com desenhos de girassóis para facilitar o reconhecimento e a prioridade no atendimento em diferentes estabelecimentos, seguindo práticas já existentes para outras deficiências não visíveis.

No campo da saúde e trabalho, o texto garante proteção contra exploração e abuso, além de acesso a serviços de saúde abrangentes, incluindo diagnósticos precoces e medicamentos. No ambiente de trabalho, devem ser oferecidas adaptações razoáveis conforme as necessidades específicas.

O projeto que deu origem à lei foi apresentado pela deputada federal Delegada Katarina (PSD-SE) e discutido no Congresso Nacional. O Senado aprovou a medida, com relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que destacou o impacto social da condição.

Conforme o Hospital Israelita Albert Einstein, a síndrome é considerada rara, mas cerca de 150 mil novos casos surgem anualmente no país.

Fonte: Senado Notícias