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INVESTIGAÇÃO OFICIAL

Flávio Dino aciona PF para investigar ataques a imagens católicas

Denúncias apontam vandalismo em vários estados após decisão judicial de Dino

Teresinha Ferreira

30 de setembro de 2026 às 11:48 ▪ Atualizado há 56 minutos

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  • O ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal investigue ataques a imagens religiosas católicas no Brasil.
  • A decisão ocorreu após denúncias de vandalismo em vários locais, incluindo igrejas.
  • Foram relatados 11 casos em cidades como Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina, e outras.
  • Os crimes mencionados incluem ultraje a culto e violência contra práticas religiosas.
  • Dino enfatizou a importância da ação devido à repercussão interestadual e aos crimes contra os direitos humanos.
  • A Procuradoria-Geral da República foi solicitada a se envolver no caso.
  • A questão surge em meio a uma controvérsia sobre a destituição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, onde Flávio Bolsonaro teria interesse, porém ele nega o envolvimento.

Agência Brasil Ataques a imagens católicas
Ataques a imagens católicas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue possíveis ataques a imagens religiosas católicas em diversos locais do Brasil. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (30) após uma série de denúncias sobre vandalismo.

As queixas mencionam ataques a imagens de santos, inclusive dentro de igrejas, desde que Dino restabeleceu, no domingo (27), a publicação online de postagens críticas a um projeto ligado à destituição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Dino destacou 11 casos de vandalismo envolvendo imagens católicas em cidades como Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA). O ministro citou crimes como ultraje a culto, preconceito religioso e violência contra práticas religiosas.

O ministro justificou a ação da PF ressaltando a "repercussão interestadual, a necessidade de repressão uniforme e a natureza dos crimes contra os direitos humanos". Ele também solicitou o envolvimento da Procuradoria-Geral da República no caso.

Recentemente, Dino esteve no centro de uma polêmica sobre a possível destituição de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira. O tema emergiu após grupos ligados ao presidenciável Flávio Bolsonaro supostamente terem interesse no projeto. Bolsonaro nega e obteve uma decisão do ministro André Mendonça do TSE, que foi temporariamente revertida por Dino, gerando reação e posterior suspensão pelo ministro Luiz Fux do STF.

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Fonte: Agência Brasil