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ENVELHECIMENTO EM SÃO PAULO

São Paulo tem um idoso para cada jovem abaixo de 15 anos

Pesquisa da Fundação Seade revela o envelhecimento populacional no estado até 2025.

Teresinha Ferreira

30 de setembro de 2026 às 09:53 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O estado de São Paulo possui agora uma proporção de um idoso para cada criança ou adolescente com menos de 15 anos.
  • Em 2025, o índice de envelhecimento alcançou 101,0 (101 idosos para cada 100 jovens).
  • O indicador de envelhecimento multiplicou-se por 8,7 nos últimos 75 anos.
  • A mudança demográfica é atribuída à baixa fecundidade e aumento da expectativa de vida.
  • A entrada da geração X na terceira idade contribui para essa dinâmica, com 6,6% da população idosa sendo dessa geração.
  • A situação exige mais políticas em previdência e saúde.
  • Disparidades regionais existem, com regiões do norte e noroeste apresentando maiores índices de envelhecimento.
  • A fecundidade e mortalidade são influenciadas por condições socioeconômicas locais, embora todas as cidades sigam a tendência de envelhecimento.

Agência Brasil Envelhecimento em São Paulo
Envelhecimento em São Paulo

O estado de São Paulo alcançou um marco significativo: há um idoso para cada criança ou adolescente com menos de 15 anos, conforme pesquisa da Fundação Seade. Em 2025, o índice de envelhecimento paulista chegou a 101,0, indicando 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 jovens.

Nos últimos 75 anos, esse indicador multiplicou-se por 8,7, passando de 34,1 em 2000 para 53,9 em 2010, e 82,3 em 2020, ultrapassando a marca dos 100 em 2025.

Essa transformação alterou a estrutura etária do estado, que deixou de ter uma base larga composta por jovens. Segundo Lucia Yazaki, da Seade, a base está diminuindo devido à baixa fecundidade, enquanto o topo se alarga por conta do aumento da expectativa de vida.

A geração X, nascida entre 1965 e 1980, está entrando na terceira idade, o que também impacta essa dinâmica. Cerca de 549 mil pessoas dessa geração já completaram 60 anos, representando 6,6% da população idosa.

Lucia Yazaki ressalta que esse aumento exige mais políticas públicas em áreas como previdência e saúde. A pesquisa também mostra disparidades regionais: no sul, os índices de envelhecimento são menores, enquanto no norte e noroeste atingem mais de 120 idosos por 100 jovens.

Essas diferenças estão ligadas a indicadores locais de fecundidade e mortalidade, influenciados pela situação socioeconômica das regiões. No entanto, todas as cidades seguem a tendência de envelhecimento populacional.

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Fonte: Agência Brasil