Brasil

DECISÃO JUDICIAL

Justiça condena pais a pagar R$ 100 mil a filho expulso

Decisão ocorreu após rejeição do jovem devido à sua orientação sexual em SC.

Teresinha Ferreira

05 de setembro de 2026 às 16:10 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Os pais de um adolescente em Santa Catarina foram condenados a pagar R$ 100 mil por danos morais após ele ser expulso de casa por sua orientação sexual.
  • A decisão inclui condenação por abandono afetivo.
  • O pai expôs a privacidade do jovem nas redes sociais, levando à intervenção do Conselho Tutelar.
  • O Ministério Público obteve liminar para remover conteúdos discriminatórios, sujeitando o pai a multa por descumprimento.
  • Laudo psicológico apontou práticas autoritárias, negligência afetiva e violência psicológica na família.
  • A decisão judicial baseou-se no descumprimento dos deveres legais de cuidado e proteção.
  • Segundo o ECA e a Constituição, todo jovem merece proteção e respeito.
  • O STF equiparou homofobia ao racismo em 2019 e, em 2023, equiparou ofensas a injúria racial.

Agência Brasil Orientação sexual
Orientação sexual

Os pais de um adolescente em Santa Catarina foram condenados pela Justiça a pagar R$ 100 mil por danos morais, após o filho ser expulso de casa ao revelar sua orientação sexual. A decisão inclui condenação por abandono afetivo.

O jovem teve sua privacidade exposta nas redes sociais pelo pai, o que levou o Conselho Tutelar a intervir e acolhê-lo em agosto de 2025. O Ministério Público (MP) catarinense obteve liminar que obrigou a remoção dos conteúdos discriminatórios postados pelo pai, com multa prevista de R$ 2 mil por descumprimento.

Laudo psicológico realizado durante o processo indicou práticas autoritárias, negligência afetiva e violência psicológica na casa do adolescente, destacando sentimentos de rejeição e abandono.

O promotor Tito Gabriel Cosato Barreiro destacou que a decisão judicial não se baseia na ausência de amor, mas no descumprimento dos deveres de cuidado e proteção exigidos por lei.

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Constituição Federal, todo jovem tem direito à proteção e respeito, informou o MP.

A luta contra preconceito e violência tem sido documentada por ONGs que relatam os desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIA+.

O STF equiparou homofobia ao crime de racismo em 2019, e em 2023, igualou ofensas a injúria racial, reforçando o combate ao preconceito.

Fonte: Agência Brasil