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Brasil critica mudanças da Meta em políticas de moderação de conteúdo

Especialistas alertam sobre os riscos para grupos vulneráveis nas redes sociais

Sol

23 de janeiro de 2025 às 08:30


Redes Facebook, Instagram e Whatsapp.
Redes Facebook, Instagram e Whatsapp.

Em uma audiência pública em Brasília nesta quarta-feira (22), especialistas e representantes de organizações sociais criticaram as novas mudanças nas políticas de moderação de conteúdo da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. As mudanças permitem maior flexibilidade na moderação, o que pode facilitar a divulgação de discursos de ódio e conteúdos prejudiciais.

A professora Rose Marie Santini, da UFRJ, disse que as novas políticas dificultam a proteção de grupos vulneráveis. Ela criticou a falta de transparência sobre como os algoritmos das plataformas decidem o que será mostrado ou removido. Para ela, isso afeta a liberdade de expressão e prejudica a confiança do público nas plataformas.

Santini também alertou que, com essas mudanças, as plataformas acabam tendo mais controle sobre o que é falado na internet do que o governo. Ela destacou que as plataformas usam dados dos usuários para promover conteúdos sem garantir que sejam seguros ou apropriados.

A professora Beatriz Kira, da Universidade de Sussex, comentou que essas mudanças ajudam a espalhar conteúdos sexistas e agressivos. Ela pediu que o governo tome medidas mais fortes para regular as plataformas e proteger os usuários, especialmente com o uso de novas tecnologias como a inteligência artificial.

Pedro Hartung, do Instituto Alana, também destacou a importância de moderar conteúdos para proteger crianças online. Ele lembrou que muitas crianças e adolescentes no Brasil estão na internet e podem ser expostas a conteúdos prejudiciais. Hartung também falou sobre o problema das publicidades direcionadas a menores e o aumento do trabalho infantil nas redes sociais.

Victor De Wolf, da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos, criticou as novas políticas da Meta, que permitem a disseminação de discursos de ódio contra a comunidade LGBTQIA+. Ele também se opôs à ideia de associar doenças mentais a questões de gênero ou orientação sexual. De Wolf pediu que as plataformas sejam responsabilizadas por violar direitos.

Representantes da Meta foram convidados para a audiência, mas não compareceram, o que aumentou a frustração dos participantes. Eles pediram que as empresas digitais tomem mais responsabilidade na moderação de conteúdo e na proteção dos usuários.

Fonte: Com informações da Agência Brasil



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