Brasil

RESTAURAÇÃO AMBIENTAL

Brasil anuncia restauração de 163 mil km² de terras até 2030

Metas envolvem recuperação da vegetação, agroflorestas e ações em áreas protegidas.

Teresinha Ferreira

25 de agosto de 2026 às 10:27 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Brasil anunciou metas para restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030 na COP17, na Mongólia.
  • As iniciativas incluem recuperação de vegetação nativa e sistemas agroflorestais.
  • As metas fazem parte do compromisso de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN).
  • As ações abrangem unidades de conservação, territórios indígenas e bacias hidrográficas.
  • A base de referência é 2020, com 55,7 milhões de hectares degradados.
  • Além da restauração, há medidas de prevenção e conservação em 3,51 milhões de km².
  • As metas totais incluem 3,67 milhões de km² para recuperação e sustentabilidade.
  • João Paulo Capobianco destaca a importância da cooperação internacional.
  • Laura Meza elogia o compromisso ecológico da América Latina.
  • A apresentação brasileira vem 10 anos após a definição do LDN pela ONU em 2015.
  • O Brasil tem a Lei nº 13.153, mas enfrentou inatividade na Comissão Nacional de Combate à Desertificação.

Agência Brasil Restauração de 163 mil km² de terras até 2030
Restauração de 163 mil km² de terras até 2030

O Brasil anunciou metas de restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030, apresentadas durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) na Mongólia. As iniciativas incluem recuperação da vegetação nativa e investimento em sistemas agroflorestais.

As metas, parte do compromisso de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), também abrangem ações em unidades de conservação, territórios indígenas e bacias hidrográficas. A referência para a ação é o ano de 2020, quando havia 55,7 milhões de hectares tendentes à degradação.

Além da restauração, o Brasil planeja medidas de prevenção e conservação em 3,51 milhões de km², totalizando metas de 3,67 milhões de km² entre recuperações e ações sustentáveis.

João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente, destacou a importância da cooperação internacional na luta contra a desertificação. Laura Meza, da UNCCD, elogiou a América Latina por seu volume territorial de compromisso ecológico.

Apesar de 131 países terem assumido metas similares, a apresentação brasileira ocorre quase 10 anos após a oficialização do conceito de LDN pela ONU em 2015. O Brasil instituiu sua política nacional nesta área através da Lei nº 13.153, embora a Comissão Nacional de Combate à Desertificação tenha enfrentado períodos de inatividade.

Fonte: Agência Brasil