SAÚDE FRÁGIL
Da Redação
17 de julho de 2026 às 17:29 ▪ Atualizado há 1 hora
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma crise de soluços que durou cerca de 36 horas consecutivas, segundo relatório médico divulgado nesta sexta-feira (17/7). A crise pode ter sido desencadeada após Jair ficar sabendo que a prisão domiciliar poderia ser revogada e ele teria de volta ao Complexo da Papuda.
O relatório médica não informa possível causa da crise. O documento, assinado pelo Dr. Brasil Ramos Caiado, informa que o episódio ocorreu na terça-feira (14/7). Os médicos disseram que a crise exigiu a administração de doses extras das medicações utilizadas no tratamento de Bolsonaro, com resposta considerada satisfatória pela equipe responsável pelo acompanhamento.
No dia 3 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. Ele também está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros, e visitas são autorizadas somente pelo STF.
O que diz o relatório
Segundo o documento, a crise de soluço, chamada pelos médicos de singulto, começou há três dias e durou cerca de um dia e meio sem parar. Por causa da intensidade e da duração, foi preciso intensificar a medicação, e o tratamento conseguiu controlar os sintomas.
Os médicos afirmam ainda que, no momento, o estado geral do ex-presidente é estável. Mas reforçam que ele ainda precisa de acompanhamento por causa dos efeitos dos remédios e da reabilitação em curso.
Efeitos colaterais
Apesar da melhora após o ajuste nos remédios, o documento aponta que ele ainda sente efeitos colaterais dos medicamentos de ação central. Entre os sintomas que continuam, estão sonolência e falta de equilíbrio. Por isso, de acordo com os médicos, o risco de quedas é maior e exige cuidados extras durante a recuperação.
Ainda conforme a equipe médica, Bolsonaro está estável nos aspectos hemodinâmico, respiratório e cardiológico. O tratamento inclui dieta rigorosa, sessões de fisioterapia, exercícios regulares e medidas para evitar quedas e controlar o refluxo. O relatório informa também que os outros remédios de uso contínuo seguem sem mudanças.
Fonte: STF/Boletim médico
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