INOVAÇÃO
Por Luiz Brandão
19 de junho de 2026 às 01:50 ▪ Atualizado há 1 hora
Você imaginava poder enviar um áudio diretamente para o governador sobre o que precisa mudar na sua cidade? Pois isso agora é realidade e é exatamente isso que o "Time do Povo" está fazendo. E não é marketing, é inovação política de verdade.
Na noite da terça-feira (16), no Atlantic City, na zona Leste de Teresina, ocorreu um evento que reuniu cerca de 10 mil pessoas e marcou a largada da Plataforma Colaborativa do Plano de Governo. Mas o que parece mais uma solenidade política carrega em si uma virada de chave histórica: pela primeira vez no Piauí, um plano de governo será construído com a participação ativa e direta de qualquer cidadão, de qualquer lugar do estado.
E o mais impressionante? A ideia não é novidade no governo de Rafael Fonteles. Ela bebe da fonte de um dos programas mais bem-sucedidos da gestão estadual: o OPA — Orçamento Participativo Digital. A mesma lógica de escuta ativa que transformou o orçamento público em ferramenta de democratização agora chega ao coração do planejamento estratégico para os próximos quatro anos.
O secretário estadual de Planejamento, Washington Bonfim, cunhou a expressão que sintetiza o espírito da iniciativa: uma espécie de "OPA do Plano de Governo". E não é por acaso. O Orçamento Participativo Digital já mostrou que o povo sabe o que quer e, quando ouvido, aponta caminhos mais justos e eficientes. Agora, essa mesma metodologia é ampliada para um campo ainda mais estratégico: a definição das metas e diretrizes que nortearão a gestão.
A plataforma, disponível no endereço eletrônico www.rafaelfontelespi.com.br, permite que qualquer cidadão envie propostas em texto, áudio ou até mesmo anexe documentos em PDF. O prazo vai até 10 de julho. Depois, as contribuições serão analisadas e incorporadas ao documento que será protocolado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) até a convenção do dia 25 de julho.
"Pode se dizer que sim. É a largada do time do povo. O compromisso dos partidos da base é analisar tudo com muito cuidado e repassar ao governador, que olha cada proposta e respeita cada participação", afirmou Washington Bonfim no dia do evento.
Participação popular em escala inédita
A adesão massiva ao lançamento não foi casualidade. Cerca de 10 mil pessoas compareceram ao evento. Eram lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e, principalmente, cidadãos comuns que viram na plataforma uma oportunidade real de influenciar o futuro do estado.
O governador Rafael Fonteles destacou a importância desse momento como parte de um processo já consolidado em sua gestão. "O plano de governo é uma verdadeira bússola para a possível gestão futura. Em 2022 foi assim e já cumprimos 95% do que prometemos. Agora, queremos ampliar ainda mais essa participação. Ver milhares de pessoas aqui é sinal de que a população valoriza e acredita que o que é colocado no plano poderá virar realidade", declarou.
A plataforma colaborativa não é um "vale-tudo" de ideias soltas. Ela está estruturada em 52 programas e metas centrais, alinhadas aos 18 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, e organizada em oito grandes eixos temáticos. Entre eles, destaque para o Pacto pela Economia, foco da gestão para o próximo ciclo, com ações voltadas à produção, inovação, infraestrutura e acesso ao crédito .
O pré-candidato a vice-governador, Washington Bandeira, que coordenou dezenas de seminários preparatórios, enfatizou a continuidade do projeto educacional: "O Piauí já conquistou o posto de melhor educação do Norte e Nordeste. Queremos agora ser a melhor do Brasil. Vamos seguir na valorização profissional com novo plano de cargos e salários".
Inovação que vem para ficar
A utilização de ferramentas digitais de participação popular é uma das marcas registradas da gestão de Rafael Fonteles. O OPA, o programa Diálogos pelo Piauí e agora a Plataforma Colaborativa do Plano de Governo formam um tripé de escuta ativa que, segundo o deputado Fábio Novo (PT), é a prova de que "governar é ouvir bem o nosso povo, que quer ver o estado crescer sem deixar ninguém para trás".
A pergunta que fica, e que talvez seja a mais importante, é: se o povo pode participar da construção do plano de governo, quem decide o que entra e o que fica de fora? A resposta, segundo Fonteles, é simples: "Tudo será lido. Podem escrever, podem mandar áudio. É rápido, prático e fácil. E podem ter certeza: cada contribuição será analisada" .
E é aí que mora a verdadeira inovação. Não se trata de um gesto simbólico, mas de um compromisso com a democracia participativa — um princípio que já deu certo com o OPA e que, agora, ganha escala no plano de governo. O "Time do Povo" não é só um slogan. É um método.
Opinião
O deputado estadual Francisco Limma, do PT, falou da importância da iniciativa. Veja a opinião do deputado do vídeo abaixo:
Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.
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