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Filhos de Bolsonaro não conseguem entender que a lei deve ser igual para todos

PF faz nova operação na casa do Jair Bolsonaro para fazer cumprir a lei. Os filhos dele aproveitam para se fazerem de vítimas nas redes sociais

Por Luiz Brandão

09 de julho de 2026 às 05:30

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  • A PF realizou operação na casa de Jair Bolsonaro em Brasília, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
  • Alvo era localizar armas e documentos não entregues, mas nenhum armamento foi encontrado.
  • Filhos de Bolsonaro usaram redes para criticar a operação como "perseguição política".
  • Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar, o que proíbe a posse de armas.
  • Operação motivada por apreensão de pistola registrada em nome de Bolsonaro com um militar.
  • Alexandre de Moraes determinou entrega de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro.
  • Busca não foi "perseguição", mas cumprimento da ordem judicial após revogação do registro de CAC de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista

A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília. O alvo da diligência, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro que, segundo a Justiça, deveriam ter sido entregues, mas cuja localização ainda gerava "divergências".

Para o espanto de muitos e a conveniência de outros, nenhum armamento foi encontrado durante a ação, segundo a defesa do ex-presidente. A notícia, no entanto, parece não ter sido motivo de alívio, mas sim de combustível para o vitimismo da família Bolsonaro, que mais uma vez acionou o manual de defesa padrão.

Rapidamente, os filhos Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro usaram as redes sociais para classificar a operação como um "absurdo" e ecoaram o velho e gasto discurso de "perseguição política" e "tortura" contra o patriarca. É o enésimo capítulo da novela onde a família sempre se vê como a vítima da história, um papel que, convenhamos, já virou rotina.

Esquecem-se, no entanto, de um pequeno detalhe: Jair Bolsonaro está preso. Sim, em prisão domiciliar, mas preso. E a lei, aquela coisa chata que eles tanto ignoram quando lhes convém, é clara: um detento não pode ter armas na cela. Se a cela for em casa, a regra é a mesma. A permanência de armamentos sob posse de um condenado é incompatível com a prisão domiciliar, como diz o próprio ministro Alexandre de Moraes.

Por que a PF foi à casa de Bolsonaro?

Longe de ser uma "caça às bruxas" como a família gosta de alardear, a operação teve motivações claras e objetivas. O estopim foi a apreensão, em junho, de uma pistola registrada em nome de Jair Bolsonaro que estava em poder de um militar do Exército durante uma blitz no Distrito Federal.

Diante do fato, o ministro Alexandre de Moraes determinou que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues aos órgãos competentes. A defesa entregou a maior parte do arsenal, que incluía pistolas, carabinas e fuzis, mas a conta não fechou. Faltaram uma espingarda e uma pistola, gerando a "divergência" que motivou a busca desta quarta-feira.

Na sexta-feira da semana passada (04/07), Moraes já havia decidido manter Bolsonaro em prisão domiciliar, mas, na mesma decisão, revogou o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente e ordenou a apreensão imediata de todo o seu arsenal. O fundamento é simples: com uma condenação criminal, Bolsonaro perdeu os requisitos de idoneidade para manter o porte de armas.

A busca desta quarta-feira foi, portanto, um ato de cumprimento de uma ordem judicial. O ministro agiu para "afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado". Não é perseguição, é a lei sendo aplicada. Algo que os filhos do ex-presidente parecem ter dificuldade em compreender. Não conseguem ter cognição suficiente para entender que a lei deve ser igual para todos.

Fonte: Redes sociais

Blog do Brandão

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Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.